É um assunto que está a fazercorrer muita tinta, na imprensa internacional, e os mais variados comentáriospelas redes sociais um pouco por todo o mundo. Esta terça-feira, na recentevisita do casal Obama a Riade, na Arábia Saudita, para manifestar condolênciaspela morte do Rei Abdullah, a primeira-dama norte americana foi ignoradadurante a cerimónia por se ter recusado a tapar a cabeça. Note-se que, nospaíses islâmicos, é obrigatório o uso do véu a cobrir a cabeça, pelo que o nãocumprimento deste protocolo é encarado pelo povo local como um acto dedesrespeito.

Mas desengane-se quem pensar que este episódio é caso virgem:Laura Bush, em 2006, e Hillary Clinton, em 2011, também não taparam a cabeçaquando visitaram aquele país.

De acordo com o diárionorte-americano “Washington Post”, mais de um milhar de “tweets” inundaram asredes sociais para desaprovar a conduta de Michelle Obama. Através duma hashtag em árabe, traduzida “#Michelle_Obama_semvéu”,vários muçulmanos não pouparam críticas à primeira-dama norte-americana,relatando aquele gesto como uma provocação.

Ainda que em menor escala, tambémsurgiram alguns comentários a apoiar a conduta adoptada pela esposa de BarackObama.

Durante a visita, Michelle Obamavestia uma camisa e um casaco que lhe cobria os braços por completo. Asrestantes mulheres da comitiva norte-americana também deixaram o véu de parte.Porém, apesar do reino saudita permitir que mulheres estrangeiras não estejamobrigadas a seguir as regras tal como acontece com as mulheres locais, averdade é que os cabelos da primeira-dama dos Estados Unidos da América (EUA)causaram bastante desconforto entre o povo islâmico.

De resto, na estação detelevisão pública da Jordânia, a imagem de Michelle Obama apareceu pixelizada.

Algumas horas antes de aterrar emsolo árabe, Barack Obama discursara na Índia a propósito da importância dosdireitos das mulheres. Entre outros aspectos, o presidente dos EUA referiu-seaos limites impostos à liberdade das mulheres em países como a Arábia Saudita.

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