Na passada terça-feira, Barack Obama esteve em Riyadh para prestar a sua homenagem ao falecido rei saudita Abdullah. A sua visita realça a importância da relação existente entre os EUA e a Arábia Saudita. Contudo, os meios de comunicação social têm centrado as suas atenções num pormenor: o facto de Michelle Obama não ter usado um véu na cabeça, tal como manda a doutrina islâmica.

A maioria das mulheres na Arábia Saudita é obrigada a cobrir o cabelo e o rosto com um véu conhecido como niqab.

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Contudo, esta lei não é obrigatória para estrangeiros e algumas mulheres ocidentais optam por não o usar quando se deslocam ao país. Foi o caso de Michelle Obama. A primeira-dama dos Estados Unidos da América (EUA) recusou usar um véu na cabeça, ao que parece, para chamar a atenção para as severas restrições de que são vítimas as mulheres sauditas. Apesar de, noutros eventos oficiais, outras mulheres não terem usado véu, a decisão de Michelle causou reboliço nos meios de comunicação social.

Michelle Obama criou polémica na Arábia Saudita.
Michelle Obama criou polémica na Arábia Saudita.

Embora não tenha usado um véu, Michelle Obama vestiu-se de forma conservadora, com calças pretas e um casaco longo, indumentária muitas vezes escolhida pelas mulheres ocidentais que visitam o reino. Contudo, devido ao facto de estar com a cabeça destapada, alguns membros da delegação saudita - constituída apenas por homens - recusaram-se a apertar a mão da primeira-dama norte-americana, e simplesmente acenaram com a cabeça.

Apesar de toda a polémica, Michelle Obama está longe de ser a única mulher que se recusou a cobrir a cabeça.

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Laura Bush também manteve a cabeça desnuda durante a reunião com o falecido rei Abdullah, em maio de 2008. A chanceler alemã, Angela Merkel, também não usou véu na sua visita ao palácio do Rei Abdullah, em 2010. E Hillary Clinton, numa visita durante o ano de 2012, também manteve a sua cabeça destapada. Antes de viajarem para o Médio Oriente, a comitiva Obama esteve na Índia, onde o presidente fez um discurso relacionado com a tolerância religiosa e com os direitos das mulheres.

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