O governo recém-eleito na Grécia já começou a anunciar algumas das medidas para combater a austeridade imposta nos últimos anos. Em primeiro lugar, o governo de Alexis Tsipras irá suspender todas as privatizações de companhias elétricas, portos e aeroportos. Outra das medidas que será analisada no primeiro conselho de ministros será o aumento do ordenado mínimo nacional e fornecimento de eletricidade gratuita a 300 mil famílias desfavorecidas.

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O governo liderado por Alexis Tsipras começou bem cedo a demonstrar a viragem nas políticas sociais do país, indo contra a austeridade imposta por Bruxelas.

Ainda mal tinha acabado a tomada de posse e o novo governo já estava a anunciar que o porto de Pireu não iria ser privatizado. Em comunicado feito pelo vice-ministro da Economia, Infraestruturas, Marinha, Comércio e Turismo, Jrístis Spirtzis, o povo grego foi devidamente informado que todas as privatizações que colocassem em causa os objetivos sociais do país iam ser suspensas de imediato.

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Outro dos pontos principais de intervenção prende-se com a indústria energética, onde o objetivo de Tsipras é baixar o custo da eletricidade para conseguir impulsionar a competitividade das empresas gregas e, ao mesmo tempo, aliviar as famílias, estando previsto que passe a existir um pacote de fornecimento gratuito a 300 mil famílias mais carenciadas.

O aumento do salário mínimo nacional vai também ter lugar de destaque no primeiro conselho de ministros, onde vai ser apresentada uma proposta para que o mesmo seja aumentado.

O governo grego pretende que seja analisada a possibilidade de aumentar os 586 euros atuais para 751 euros já este ano. No entanto, é uma medida que carece de análise profunda para se encontrar a melhor forma de colocar em prática, tendo sido apenas anunciada a intenção, sem ter sido transmitida uma conclusão final, que deverá ser comunicada num futuro próximo.

Outro dos pontos a ser debatido no conselho de ministros vai ser a reestruturação da dívida pública. É de conhecimento público que este novo governo não se irá sujeitar a regras impostas por entidades externas, pelo que são aguardadas com especial interesse as medidas que vão ser tomadas sobre este ponto de discussão.

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