A Grécia vive um clima de grande ansiedade e expectativa pelo que acontecerá esta noite, quando forem revelados os primeiros resultados das Eleições. Mais do que eleger um líder político, os Gregos estão concentrados em fazer uma viragem económica no país e é isso, sobretudo, o que se ouve na altura de votar. Talvez as palavras-chave de hoje sejam mudança, uma mudança económica no país, e urgência, a urgência que essa mudança se concretize o mais rapidamente possível.

Os Gregos estão cientes de que estas eleições poderão ser históricas, não somente para a Grécia mas para outros países europeus. Os cidadãos sentem esse peso da influência europeia mas, a partir de agora, anseiam que seja formado um governo o mais rapidamente possível.

As urnas fecharão às sete da tarde (hora local), serão cinco da tarde em Lisboa; meia hora depois começarão a sair as primeiras projeções, contudo ainda bastante limitadas. Isto porque os dois partidos mais votados, Syriza e Nova Democracia, estão separados por cerca de seis pontos percentuais, sendo por isso difícil de aferir com precisão essas projeções, que poderão não ser muito fidedignas. Devido a este facto, será necessário esperar um pouco mais - provavelmente mais uma ou duas horas - para compreender se o Syriza consegue ou não a maioria absoluta.

Segundo informações da CNN, os gregos entrevistados nas urnasreferem que têm muitas dúvidas que o Syriza, o partido da esquerda radical, consiga essa maioria absoluta. Alguns dizem mesmo que isso não seria o melhor, talvez fosse mais frutífera uma coligação.

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Apontam que o Rio (terceira força política) poderá ser um parceiro para o Syriza. Por o Rio ser um parceiro mais pró-europeu, a favor da integração europeia, os gregos apontam-no como a solução para um governo estável. Recorde-se que este partido foi criado apenas em 2014, e é liderado por um antigo jornalista, visto como uma super estrela na Grécia. A tónica máxima destas eleições é saber se o Syriza poderá ou não inverter, e se conseguirá inverter, o caminho económico da Grécia, que tem vivido na recessão nos últimos seis anos.