Cerca de uma semana após os atentados ao Charlie Hebdo, o espectro do terrorismo volta a causar vítimas na Europa. Desta feita uma operação anti-terrorista na cidade de Verviers, na Bélgica, terá causado pelo menos 2 mortos e um ferido grave. Segundo informações avançadas até ao momento, não haverá baixas entre as forças de seguranças, no entanto o tiroteio e as explosões que se fizeram ouvir terão estado na origem das vítimas já conhecidas. Para além disso, fala-se de um forte aparato policial na pacata povoação. Segundo outras fontes, certos elementos que de momento habitam nesta zona da província de Liége teriam participado na Guerra Civil da Síria e sido posteriormente enviados de volta para a Europa, um problema que tem preocupado severamente as autoridades europeias nos últimos meses.

Desde os atentados da semana passada que a questão da segurança europeia contra as ameaças do fundamentalismo islâmico se tornou gradualmente mais premente.

Discussões foram levadas a cabo por altas autoridades de diversos países da União com vista a conseguir reforçar a segurança contra tais ameaças. Também se levaram a cabo diversas iniciativas com vista a enfraquecer o apoio a grupos terroristas dentro e fora da Europa, assim como para prevenir futuros atentados. Em França uma série de ações policiais levou à prisão de 54 pessoas, incluindo o polémico comediante Deiudonné M'bala M'bala. Já a Bélgica tem sentido um aumentar da atividade deste tipo deste movimentos fundamentalistas nos últimos anos, e a ação policial desta Quinta-feira terá sido levada a cabo como resposta a esse facto, à luz da realidade trazida pelas ações do irmãos Kouachi e Amédy Coulibaly. Pior ainda é o referido regresso de apoiantes europeus de grupos terroristas como a al-Qaeda e o Estado Islâmico, com suspeitas de que se estão a preparar para atacar alvos nos seus países de origem.

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Apesar de sentidas como necessárias, estas medidas têm sido fortemente criticadas por alguns círculos, que creem que, à semelhança do que sucedeu nos Estados Unidos após o 11 de Setembro de 2001, elas irão ter o efeito perverso de colocar em causa a liberdade de expressão que dizem proteger. No entanto, e igualmente sinistro, é o facto de que este grupos e indivíduos utilizam a abertura das sociedade ocidentais contra elas mesmas para perpetrar estes ataques, tanto na preparação (facilitada pelo mercado livre e leis de proteção à privacidade) como na escolha de alvos (que incluem media liberais, como o Charlie Hebdo). Afinal, o grande objetivo do terrorismo é paralisar o adversário pelo medo.