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O novo Governo, eleito pelos gregos há menos de um mês, não quer ceder e exige condições insuportáveis para os credores e grupos económicos europeus. Foram várias as reuniões entre o Eurogrupo e o Governo do Syriza, sem acordo e, sobretudo, sem princípios de entendimento para um futuro próximo, visto que as conversações têm vindo a terminar mais cedo que o previsto. Se não houver cedências entre ambos, a Grécia entrará em bancarrota no espaço de semanas, sendo que a saída da UE poderia ser eminente neste caso.

A situação é preocupante. A Grécia está sem dinheiro e terá que pedir mais empréstimos internacionais, se quer pagar essas mesmas obrigações. Para o novo Governo grego, “a austeridade impingida pela União Europeia tem que terminar” e só aceitam um novo acordo com Bruxelas, se estes emprestarem dinheiro sem exigir austeridade ao povo grego, dando total liberdade ao governo de Syriza para trabalhar.

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Porém, a União Europeia não está disposta a tal, e só ajudará a Grécia a sair do buraco onde se encontra actualmente sob condições de austeridade severas, como aconteceu com o caso português.

“Recuso o ultimato do Eurogrupo. Queremos uma solução sem austeridade, diferente do resgate que destruiu a Grécia nos últimos anos - sem a presença tóxica da Troika no nosso país”, afirmou no parlamento o primeiro-ministro grego. Segundo este, a solução estará na extensão do empréstimo a seis meses da União Europeia. A proposta já está em cima da mesa, contudo esta não deverá ser aceite.

Mil milhões, mais mil milhões de dívida. A partir do próximo mês de Março, a Grécia tem que pagar à troika a primeira parte dos seus compromissos no valor de 1500 milhões de euros, sendo que as outras partes de igual montante terão que ser pagas até Setembro.

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A conclusão é simples: se a Grécia não chegar a acordo e não receber o último empréstimo do FMI (7200 milhões), o país entrará em bancarrota já no próximo mês. Se tal acontecer, a saída da União Europeia será uma consequência natural e a desvalorização do país arrasadora.