O Rei Abdullah II daJordânia prometera uma vingança feroz após a morte de Mouathal-Kasaesbeh, o piloto que se havia despenhado na Síria e foiqueimado vivo pelos militantes do Estado Islâmico (EI). As palavrasdo monarca jordano pareceram ser mais do que ação política. Esta sexta-feira, a força aérea desse país fez, segundoinformações oficiais, dezenas de ataques aéreos contra posiçõesdos jihadistas.

Também as forças especiais jordanas,treinadas pelos Estados Unidos e por Israel, e consideradas entre asmelhores do mundo, também estão ativas no terreno.

Entretanto, emWashington, espera-se que o presidente americano, Barack Obama, venhanos próximos dias pedir ao Congresso autorização para ampliar oesforço militar que está em curso contra o EI, que já correspondea ataques aéreos diários, e ações de forças especiais, com umaesquadra de helicópteros de resgate movida esta semana para o Nortedo Iraque, para efetuar ações dentro do território inimigo.

Para jáexiste um pedido de ampliar a ajuda militar oferecida à Jordânia,de modo a suportar esta nova onda de ataques aéreos, assim comopossíveis planos que o Rei Abdullah II tenha, uma vez que o mesmoprometeu ainda mais repercussões pelo que sucedeu ao pilotoexecutado pelo EI.

No entanto, asmovimentações políticas de Obama na sua tentativa de ampliar oesforço contra o jihadistas têm sido, inevitavelmente, vítima dealgumas polémicas.

Os porta-vozes do EI já vieram indicar que acidadã americana Kayla Mueller, que tinham como refém desde 2013,havia sido morta num bombardeamento dos caças jordanos, apesar de asfontes americanas terem revelado ceticismo em relação a estasafirmações.

Mas talvez mais polémicastenham sido as declarações do Presidente durante o evento doPequeno-Almoço de Oração Nacional, feito esta quinta-feira, em quecriticou a associação de todo o Islão ao extremismo dosjihadistas.

Também afirmou que o uso da violência seria algoinerente ao ser humano, “uma tendência pecaminosa que podeperverter e distorcer a nossa fé.” E prosseguiu falando dasCruzadas. Estas afirmações foram muito mal-recebidas nos EstadosUnidos, com alguns críticos comentando que ele se referia a umproblema do passado, enquanto outros, ainda mais vocais, não sódefenderam as Cruzadas, como referiram que a Lei Islâmica eraincompatível com os valores defendidos pelos Estados Unidos.

Longe de Washington, o EIencontra-se numa péssima posição estratégica, atacado pelosCurdos, vindos no Norte, e agora por um revigorado ataque jordano,pelo Sul, assim como oposição reforçada no Este e Oeste.Entretanto as notícias dos crimes que a organização cometeuespalham-se, incluindo o recente anúncio da execução de 3 cidadãos chineses, que já mereceu uma dura resposta vinda de Pequim. Existematé informações que questionam se este evento não levaria a Chinaa também intervir no Médio Oriente. No entanto, o EI ainda possuidiversos redutos, e esperam-se duras batalhas no futuro próximo.

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