Incidentes em escolas norte-americanas são cada vez mais frequentes. Mas o que aconteceu na Lemon Grove Academy em San Diego, no sul da Califórnia, foi muito pouco habitual. Uma assistente escolar, encarregada de cuidar dos alunos após o fim das aulas, barricou-se com um grupo de 14 estudantes dentro de uma sala e começou a falar de forma estranha.

Publicidade
Publicidade

Os alunos têm entre 9 e 11 anos e estavam ao cuidado de Linda Lira, de 31 anos. O seu comportamento tornou-se bizarro quando trancou a sala e começou a dizer coisas esquisitas, que assustaram os alunos. "Ela começou a dizer que eles já não tinham de seguir as regras. Parece que referiu Satã", disse à NBC o superintendente Ernie Anatos. Um dos rapazes entre o grupo de 14 estudantes conseguiu chegar ao 'walkie-talkie' da assistente e utilizou-o para pedir ajuda, que veio rapidamente quando outros empregados da escola socorreram as crianças.

Linda Lira, de 31 anos, foi presa em San Diego.
Linda Lira, de 31 anos, foi presa em San Diego.

No entanto, refere o 10News, o comportamento estranho continuou após a chegada dos outros empregados da escola. "O staff teve de lutar por breves momentos com Lira para ter acesso à sala e pôr as crianças fora do seu alcance", conta o tenente Chris May, do departamento do xerife do condado de San Diego, citado pela Fox5 San Diego. Pior, começou a despir-se e a cometer actos de alguma violência. Virou secretárias e atirou com objectos até que os agentes conseguiram prendê-la e transportá-la para o hospital mais próximo.

Publicidade

"Lira exibia múltiplos sinais e sintomas de uso de narcóticos/alucinogénios", reportou o tenente May. "Como parte da investigação que se seguiu, vários estudantes foram identificados e entrevistados para determinar a natureza de todas as ofensas presenciadas", acrescentou.

Em resultado do incidente, que decorreu na tarde de quarta-feira, Linda Lira foi presa e enfrenta 14 acusações de detenção ilegal e colocação das crianças em risco. Ernie Anatos revelou que a assistente escolar trabalha no local há dois meses e fez vários testes antes de ser contratada, como é habitual nos Estados Unidos; esses testes incluem despistagem do uso de drogas.

"Isto foi um comportamento inesperado e desconcertante", referiu o superintendente.

Leia tudo