Deu-se mais um passo para reatar as relações diplomáticas entre os Estados Unidos e Cuba. As delegações dos dois países estiveram, na passa sexta-feira, dia 27 de Fevereiro, num encontro oficial em Washington. Ambas as partes reconhecem que ainda há desacordo em muitas questões, contudo há a vontade comum de reabrir embaixadas o mais depressa possível.

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Esta etapa poderá ficar concluída em Abril, altura em que se realiza, no Panamá, a Cimeira das Américas. Num comunicado Roberta Jacobson, chefe da delegação dos Estados Unidos, refere que saiu otimista das conversações mas, mais do que isso, saiu empenhada e reconhece que ainda há um grande esforço a ser empreendido. Garante ainda que não está assustada com a ideia de que há um desejo de seguir em frente tão depressa quanto possível. Para Roberta a cimeira é uma boa oportunidade, caso se consiga fazer o planeado a tempo, ou seja, reabrir as embaixadas no prazo previsto.

Mais um passo nas relações entre os dois países
Mais um passo nas relações entre os dois países

Para que estejam reunidas as condições para essa reabertura, o governo de Havana exige que os Estados Unidos iniciem o processo de retirada de Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo. Josefina Vidal, chefe da delegação de Cuba, reitera esta premissa e refere que para o país é impossível restabelecer relações diplomáticas normais e frutíferas quando Cuba ainda faz parte desta lista. Para a chefe da delegação de Cuba, a pertença a este grupo é um insulto, sobretudo quando fazem parte da mesma países como o Irão, a Síria ou o Sudão.

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A suposta pertença aos países que patrocinam o terrorismo impede Havana de fazer operações bancárias e outros negócios indispensáveis para contar com uma embaixada. Na reunião da passada sexta-feira, não ficou agendada a próxima ronda de conversações mas certo é que são ainda muitos os temas em aberto, dos quais o dos Direitos Humanos e o fim do embargo económico imposto pelos Estados Unidos a Cuba. Este último tema é, para Cuba, o mais importante.

Até à chegada de um consenso avizinham-se negociações difíceis entre dois países que vivem de costas voltadas há cinquenta e quatro anos.

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