Um apelo para que a comunidade internacional veja com outros olhos a Guiné Equatorial. Este foi, de acordo com a agência Lusa, o grande foco da intervenção de hoje do terceiro vice-primeiro-ministro daquele país, em Genebra, no Conselho dos Direitos Humanos. Mas num discurso onde garantiu que o novo membro da CPLP tem lutado para se adaptar às exigências internacionais, Alfonso Nsue Mokuy deixou também um pedido: que se desenvolva um gabinete técnico da ONU na Guiné Equatorial.

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Perante um Conselho que engloba 47 estados-membros, o vice-primeiro-ministro daquele estado africano solicitou à Comunidade Internacional que reavaliasse "a situação do país", de modo a "conformá-la à realidade actual". De acordo com a Lusa, o também responsável pela pasta dos Direitos Humanos da Guiné Equatorial acrescentou que o seu regime tem vindo a "suportar muitas críticas" nesta matéria, que descreve como "injustas", antes de alegar que as avaliações internacionais são feitas com mecanismos que recorrem a "normas diferentes".

Discurso decorreu no Conselho dos Direitos Humanos
Discurso decorreu no Conselho dos Direitos Humanos

Na sua intervenção, Alfonso Nsue Mokuy apelou também para que os relatórios sobre os direitos humanos levados a cabo pela comunidade internacional sejam "imparciais e objectivos", recordando que a Guiné Equatorial se tem vindo a adaptar às indicações apontadas pela Revisão Periódica Universal, a qual procura avaliar o desempenho dos estados no campo dos direitos humanos. Entre os apelos levantados pelo representante equato-guineense está, ainda de acordo com a Lusa, o desenvolvimento de um gabinete técnico das Nações Unidas na Guiné Equatorial, de modo a reforçar o compromisso assumido pelo país com o reforço dos direitos humanos.

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Recorde-se que o regime liderado por Teodoro Obiang é alvo frequente de acusações de violação dos direitos humanos por parte de organizações como a Amnistia Internacional, sendo comuns as denúncias de tortura ou de perseguição a opositores políticos. Como requisito para a adesão plena à CPLP, que se verificaria em Julho do ano passado, o governo equato-guineense viu-se, com efeito, forçado a anunciar uma moratória da pena de morte.

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