O grupo de extremistas do autoproclamado Estado Islâmico degolou na passada segunda-feira, dia 9, quatro jovens acusados de serem homossexuais. Tudo aconteceu na cidade de Mossul, que está sob controlo jihadista desde o verão passado. Os membros do grupo extremista convocaram os habitantes do Al Rashidia- um bairro no norte da cidade – para assistirem à execução. As vítimas tinham entre 20 e 30 anos.

Em declarações à agência espanhola EFE, um funcionário local, Mohamed Fares, contou que um dos jihadistas – que foi identificado como sendo Taha Husein - foi eleito juiz do “tribunal legítimo” do Estado Islâmico. Foi então Husein que leu a sentença.

No local estavam diversos habitantes de um bairro na zona norte da cidade que haviam sido convocados pelos membros do Estado Islâmico para assistir à execução dos quatro jovens.

Os quatro jovens foram degolados em simultâneo enquanto os membros do grupo extremista gritavam e rezavam. Gritavam "Allahu Akbar" – Deus é Grande – o que levou a que os presentes acabassem por desistir de assistir à execução e abandonar o local rapidamente. Esta já não é a primeira vez que o autoproclamado Estado Islâmico assassina jovens acusados de serem homossexuais. A 6 de Janeiro atiraram dois jovens do terraço de uma companhia de seguros, e na semana passada mais um jovem foi morto pelo mesmo motivo.

A homossexualidade é proibida nos estados onde o islamismo vigora. É uma atitude punida como crime na grande maioria dos países islâmicos, estando prevista uma pena de prisão para quem mantiver uma relação homossexual.

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Em alguns países, a punição é levada ao extremo, como é o caso do Iémen, Arábia Saudita ou Sudão, onde uma conduta homossexual pode levar a pena de morte.

O Estado Islâmico controla, desde Junho, a cidade de Mossul – uma das mais importantes cidades iraquianas – e tem estendido o seu poder a várias zonas do país. Isto levou a que milhares de pessoas tivessem abandonado as suas casas para fugir à barbárie do grupo terrorista. O grupo também controla algumas zonas além fronteira, na Síria, e tem instaurado as leis islâmicas na sua versão mais retrógrada.