O governo norte-americano declarou esta segunda-feira, dia 9, a Venezuela como uma ameaça à segurança nacional. A Casa Branca impôs sanções a sete indivíduos ligados aos mais altos postos da segurança nacional venezuelana, responsáveis pelo desmantelamento dos protestos anti-governamentais do passado ano.

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Em causa está o seu envolvimento em casos de violação dos direitos humanos, da liberdade de expressão e acusações de corrupções. Esta é a maior crise diplomática entre os dois países do continente americano, desde que Nicolás Maduro assumiu a presidência, em 2013.

A ação dos Estados Unidos ocorre no âmbito da legislação aprovada pelo Congresso no final do ano passado, que autoriza a concessão de penas sobre quem seja acusado de atos de violência ou de violação dos direitos humanos.

Maduro acusa EUA de atitudes imperialistas
Maduro acusa EUA de atitudes imperialistas

Os sete sancionados vêem agora as suas propriedades e interesses nos Estados Unidos bloqueados ou congelados, estão proibidos de entrar no país e não podem realizar qualquer tipo de negócios com cidadãos norte-americanos.

Como resposta, Maduro fez um discurso emotivo de cerca de duas horas, onde expressões como "erro colossal" ou "arrogância imperialista" foram as palavras de ordem. O presidente venezuelano acusou a Casa Branca de tentar derrubar o seu governo.

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"O Presidente Obama decidiu pessoalmente encarregar-se da tarefa de derrotar o meu governo e intervir na Venezuela para a controlar". O sucessor de Hugo Chávez anunciou ainda que ia pedir, esta terça-feira, dia 10, à Assembleia Nacional (com maioria do Partido Socialista de Maduro) que lhe concedesse poderes de decreto adicionais para lutar "contra o imperialismo". Esta é a segunda vez que o Presidente do país da América Latina solicita o alargamento dos seus poderes, em dois anos de mandato.

No mesmo discurso transmitido pela televisão, Maduro ainda elogiou os sete sancionados, louvando-os como "heróis" e nomeando Gustavo Gonzalez, Chefe do Serviço de Inteligência do Estado e acusado do uso de violência contra os protestantes, de novo Ministro do Interior, departamento responsável pela manutenção da paz nacional.

Esta crise diplomática coincide com a normalização das relações entre a Casa Branca e Cuba, parceiro-chave da Venezuela, depois de décadas de afastamento.

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Já na época de Chávez eram frequentes as querelas diplomáticos com os Estados Unidos, no entanto, as relações económicas e comerciais entre os dois países nunca foram muito afetadas. Relembre-se que o país latino é um dos principais parceiros comerciais do estado norte-americano e o quarto maior fornecedor de crude aos Estados Unidos.

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