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Um duplo atentado matou 14 pessoas e deixou feridas cerca de 70, esta manhã, em Lahora, a segunda cidade do Paquistão. As explosões foram ouvidas quando muitos cristãos assistiam à missa de Domingo, num bairro maioritariamente cristão da cidade. O duplo atentado foi executado por dois bombistas suicidas, segundo informações relevadas pelas autoridades. O ataque já foi reivindicado pelos talibãs.

Duas igrejas, a cerca de meio quilómetro de distância uma da outra, foram os alvos escolhidos pelos talibãs para perpetrar o duplo atentado.

As explosões ocorreram quando muitos cristãos assistiam à missa de Domingo, no bairro de Youhanabad, em Lahore, a capital da província do Penjabe no leste do país. Para além dos dois bombistas suicidas, dois militantes suspeitos terão sido linchados pela população, enfurecida pelo atentado, revela o Diário de Notícias.

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Ainda de acordo com a publicação portuguesa, Mohammad Saeed Sohbin, médico responsável do Hospital Geral, situado nas proximidades dos atentados, disse à agência France Presse que receberam "14 corpos e 70 feridos". O médico acrescentou ainda que nestes números não estão incluídos os alegados militantes. Os "atentados suicidas" foram reivindicados pelo Movimento Talibã do Paquistão (Tehreek-e-Taliban Pakistan/TTP), num e-mail enviado por um porta-voz do movimento, Ehsanullah Ehsan, à Agence France Presse.

O Paquistão tem enfrentado desde 2007 a multiplicação dos talibãs paquistaneses, que têm como alvos as forças de segurança do país. Os ataques perpetrados são justificados, de acordo com o Movimento Talibã do Paquistão, por o país apoiar a guerra norte-americana "contra o terror" e as minorias religiosas do Paquistão.

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Um atentado similar ao desta manhã de Domingo foi também reivindicado em Setembro de 2013 por uma fação talibã. Na altura, o ataque ocorreu à saída de uma igreja, depois de uma missa de Domingo, em Peshawar (nordeste do país). O atentado foi o mais mortal da história do Paquistão contra a minoria cristã, que representa 2% da população do país, tendo feito mais de 80 vítimas mortais. A informação está a ser avançada e atualizada pela agência Lusa.