Foi alcançado, nesta quinta-feira, dia 2, um acordo geral sobre o futuro do programa nuclear do Irão, após uma maratona de negociações na Suíça com as seis potências mundiais. Teerão aceitou reduzir a sua capacidade de enriquecimento de urânio em troca de um alívio gradual das sanções económicas.

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que este era um "acordo histórico" com Teerão.

E agora que um compromisso político foi fechado, o Irão e o chamado P5+1 - Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha - têm como próximo passo a elaboração de um acordo nuclear final e definitivo até dia 30 de Junho. As negociações entre as seis superpotências e a República Islâmica do Irão, que decorreram durante oito dias em Lausanne, continuaram para além do prazo original imposto, 31 de Março.

Obama fala em acordo histórico com Teerão.
Obama fala em acordo histórico com Teerão.

De acordo com os Estados Unidos, o acordo estrutural inclui várias resoluções, entre as quais a redução de dois terços do número de centrifugadoras instaladas no Irão - usadas para enriquecer urânio - e também do estoque de urânio de baixo enriquecimento. As centrifugadoras inutilizadas serão armazenadas e monitorizadas pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), e todas as instalações nucleares iranianas serão sujeitas a inspecções regulares da AIEA.

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As sanções dos Estados Unidos e da UE, relacionadas com o programa nuclear iraniano, serão gradualmente levantadas, mas poderão ser aplicadas novamente caso o Irão não cumpra com as suas obrigações. O presidente Obama disse que a implementação do acordo será observada de perto. "Se o Irão tentar enganar-nos, o mundo inteiro saberá, "disse o chefe de Estado norte-americano, acrescentando que o acordo não tem como base a confiança, mas uma "averiguação sem precedentes".

Disse também que o acordo geral era "bom" e que tinha sido finalizado após "meses de uma diplomacia resistente e baseada em princípios".

A chefe da política externa da UE, Frederica Mogherini, disse, durante uma conferência de imprensa onde estava a seu lado o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano Javad Zarif, que este era um "passo decisivo" nas negociações. Mogherini disse ainda: "Conseguimos encontrar soluções para as questões-chave do plano de acção final." O P5+1 e o Irão vão agora começar a elaborar um "rascunho" do acordo definitivo "com base nas soluções" delineadas, acrescentou.

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A notícia de que um acordo teria sido alcançado emergiu no Twitter, antes de a conferência de imprensa oficial ter decorrido. Zarif escreveu na rede social: "Soluções encontradas, pronto para começar o rascunho imediatamente." O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, também escreveu no Twitter: "Grande dia… De volta ao trabalho muito em breve para um acordo final." Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, usou o Twitter para declarar: "Qualquer acordo deve fazer recuar significativamente a capacidade nuclear do Irão e parar o seu terrorismo e agressão."

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