Milhares de hologramas foram os insólitos protagonistas da primeira manifestação virtual, que realmente aconteceu no local físico a que era destinado. Aconteceu esta sexta-feira, dia 11, com início às 21h30, um protesto organizado pelo movimento 'No Somos Delito', que reclama a revogação da Lei de Protecção e Segurança dos Cidadãos, também apelidada de 'Lei da Mordaça', que entrará em vigor no primeiro dia do mês de julho.

Esta manifestação foi convocada pelas redes sociais, e aderiram milhares de pessoas de todo o mundo, que enviaram os seus vídeos com protesto, que mais tarde foram transformados em hologramas e exibidos em frente ao Congresso de Deputados, situado na Praça das Cortes, em Madrid.

A maior parte dos hologramas seguravam cartazes de protesto, e até marcharam dando a volta ao quarteirão, sempre suportados pelo feixe holográfico que lhes dava 'vida'.

Esta lei de segurança está a causar polémica porque dificulta a vida a quem queira organizar manifestações na rua, levando a que esta ideia fosse também simbólica e representativa. A porta-voz do movimento No Somos Delito, Alba Villanueva, disse à imprensa que este protesto demonstra a oposição dos cidadãos a esta nova lei, e que o movimento pretende demonstrar ao mundo a forma surrealista com que no futuro serão obrigados a manifestar-se, de forma não-carnal, convertendo, assim, a sociedade em algo fictício, caso esta lei não seja revogada.

O movimento No Somos Delito é composto por juristas e activistas, e tem como único objectivo impedir que a conhecida Lei da Mordaça não entre em vigor.

Vídeos destacados del día

Para que isso não aconteça, convocaram esta manifestação pelas redes sociais, onde aderiram também muitos portugueses, que enviaram vídeos e ficheiros áudio, que foram transmitidos durante a manifestação em frente à sede dos deputados espanhóis.

As entidades governamentais ainda não se pronunciaram, mas este protesto já está a causar furor a nível internacional, sendo já motivo de debate por parte de alguns académicos norte-americanos, que vêm aqui o futuro das manifestações.