O navio com bandeira portuguesa que socorreu os migrantes que caíram ao mar Mediterrâneo, no domingo passado, 19 de Abril, poderá ter sido o causador do naufrágio. A notícia é avançada pela televisão norte-americana CNN citando um porta-voz do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Aquele naufrágio, que tem estado a agitar alguns organismos mundiais, sobretudo da União Europeia, causou a morte de cerca de 800 migrantes.

A embarcação egípcia que transportava entre 800 e 850 migrantes com destino a Itália naufragou nas proximidades do Sul da ilha italiana de Lampedusa.

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Na zona estava a navegar o "King Jacob", um navio registado no Funchal e propriedade de uma empresa de Hamburgo (Alemanha). A embarcação, que ostentava bandeira portuguesa, terá sido contactada pelo Centro Coordenador de Buscas e Salvamento Marítimos de Itália para socorrer os náufragos, tendo conseguido resgatar alguns sobreviventes.

Agora, Carlotta Asami, porta-voz do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados aponta como causa daquele naufrágio uma onda provocada pela passagem do "King Jacob".

King Jacob resgatou sobreviventes
King Jacob resgatou sobreviventes

Um anúncio feito após o depoimento, considerado credível, de alguns sobreviventes, dá conta de que o navio de bandeira portuguesa estava muito perto da embarcação, onde seguiam as centenas de migrantes, originando uma grande onda que fez com que a mesma se virasse.

Este naufrágio, ocorrido dias depois de um outro que provocou a morte de cerca de 400 migrantes, também no Mar Mediterrâneo, levou os chefes de Estado e de Governo da União Europeia a promover um Conselho Europeu extraordinário para debater os vários "massacres" que têm acontecido naquela região. Uma reunião que o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, espera produtiva em termos de decisões sobre a migração ilegal que, na sua opinião, é um problema de todos os estados-membros.

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Também o Papa Francisco reagiu à tragédia apelando à comunidade internacional que actue rapidamente para evitar novas tragédias, considerando que as vítimas são pessoas que procuram uma vida melhor e felicidade.

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