O ataque terrorista contra a praia do hotel International Marhaba provocou na sexta-feira a morte a 39 pessoas em Sousse, incluindo o atirador. Entre as vítimas, a maioria de nacionalidade britânica, encontra-se uma portuguesa, Maria da Glória Moreira.

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Aos 76 anos, esta professora reformada voltava a Portugal na segunda-feira, 29 de Junho, para celebrar o aniversário do neto. Esta viagem à Tunísia servia para homenagear o marido que morrera dois anos antes.

Com poucas horas de intervalo três atentados atingiram a Tunísia, França e Kuwait. Ao todo, registaram-se mais de 60 vítimas mortais, sendo que o ataque mais mortífero se deu em Sousse, uma das estâncias balneares mais conhecidas do Norte de África.

Ao todo 38 das vítimas eram turistas
Ao todo 38 das vítimas eram turistas

A portuguesa que foi apanhada no meio dos disparos viajava sozinha e era a primeira vez que passava férias depois da morte do marido.

Em declarações ao Jornal de Notícias, o genro, Luís Fernandes, assegurou que a senhora "tinha recuperado a alegria de viver e a energia", e que por isso mesmo havia decidido voltar ao sítio onde era normal passar férias com o marido. Na última segunda-feira do mês preparava-se para regressar a Portugal, uma vez que o neto, que estava em Portugal para passar férias, vindo do Brasil, onde vive, fazia anos.

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Ao chegar a Portugal Maria da Glória iria novamente de férias com a filha, neto e genro até ao Algarve.

Maria da Glória havia chegado a Sousse há uma semana e na quarta-feira, ao entrar em contacto com a família, havia contado que já tinha feito amigos na estância balnear. Acabou por falecer às mãos de um terrorista que, vestido de turista, entrou pela praia e começou a disparar. O ataque, reivindicado já nas redes sociais pelo Estado Islâmico, aconteceu cerca de três meses depois do outro ataque a Tunes, ao Museu nacional do Bardo, que matou 22 pessoas, também eles turistas, originários de países como África do Sul, França, Polónia e Itália.

O genro de Maria da Glória deverá viajar nas próximas horas até à Tunísia para levar amostras de ADN e também para tratar da trasladação do corpo para Portugal.

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