Ross Ulbricht, escuteiro e excelente estudante universitário licenciado em Física, criou em Fevereiro de 2011 um mercado negro on-line. Este mercado operava como um serviço encoberto pela rede Tor (software que serve para garantir o anonimato do utilizador), um local obscuro da internet, inacessível aos browsers convencionais. Este projecto denominava-se "Silk Road", e ali podia-se encontrar todo o tipo de substâncias ilícitas, como heroína, lsd, marijuana, ecstasy e outras drogas, tudo considerado contrabando na maioria das jurisdições. "Uma espécie de eBay de drogas", segundo o The Economist.

Todas as transacções eram efectuadas através de Bit Coin, uma moeda virtual que oferece um elevado grau de anonimato.

Logo não existia envolvimento de entidades bancárias, nem a utilização de cartões de crédito, o que permitia esconder a identidade dos seus utilizadores. Esta plataforma teve um alcance mundial tal que em 2012 as vendas da "Silk Road" alcançaram os 22 milhões de dólares americanos.

A polícia federal Australiana em comunicado de imprensa referiu que "qualquer um envolvido em actividades ilegais através de mercados on-line tais como a Silk Road (...) nem sempre permanecem anónimos e quando capturados serão processados". Nos estados Unidos o senador Charles Schumer referiu-se á Silk Road em comunicado de imprensa como sendo "uma loja completa de drogas ilegais que representa a tentativa mais descarada de vender drogas on-line que já vi. É mais descarado do que qualquer outra coisa por anos-luz".

Em finais de 2013, o crescente império de Ulbricht desmoronou após uma longa investigação do FBI que culminou na sua detenção numa biblioteca de São Francisco.

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Foi acusado de ser o líder de uma organização criminosa. A juíza foi implacável na condenação e referiu, que embora o perfil de Ulbricht não se encaixasse no perfil de um criminoso, este caso não tinha precedentes, por isso ele iria servir de exemplo.

Agora condenado a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, o castigo máximo naquele estado, Ulbricht e os seus advogados pretendem recorrer, alegando que todo o projecto "Silk Road" seria uma experiência na área da economia. Ross Ulbricht, de 31 anos, mostra-se arrependido, e fontes próximas afirmam que este não representa qualquer perigo para a sociedade.