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Há desenvolvimentos na situação da Grécia. O país estará disposto a aceitar as propostas dos credores, mas quer algumas alterações. De acordo com o Financial Times, Alexis Tsipras poderá aceitar várias condições impostas pelos credores no acordo discutido no último fim-de-semana. Contudo, exige alterações que valem muitos milhões de euros.

Numa carta enviada pelo primeiro-ministro grego para Bruxelas, Tsipras quer manter o desconto de 30 por cento do IVA nas ilhas e adiar as mudanças à idade da reforma para Outubro, defendendo que o apoio solidário aos pensionistas mais pobres seja eliminado de forma mais gradual.

Estas notícias surgem antes de uma reunião do Eurogrupo agendada para esta tarde, por teleconferência.

Grécia é o primeiro país desenvolvido incumpridor

Sem acordo até ao final do prazo para pagar 1.6 mil milhões de euros, apesar das tentativas de última hora, a Grécia tornou-se o primeiro país desenvolvido a falhar o pagamento ao FMI.

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O programa de assistência à Grécia cessou no final de Junho, depois de diversas tentativas falhadas de chegar a um consenso entre gregos e credores.

A proposta que os credores fizeram na última semana será referendada no próximo domingo e, para já, a maior parte dos gregos opta pelo "não" ao novo pacote de austeridade. Apesar disso, a opção "sim" subiu nas sondagens. De acordo com estes estudos, uma larga maioria dos cidadãos helénicos demonstrou a intenção de votar neste referendo histórico.

Nova reunião esta tarde

O Eurogrupo reúne-se esta tarde numa teleconferência inicialmente agendada para a parte da manhã. De acordo com o chefe de gabinete do presidente do Eurogrupo, Michel Reijns, o encontro foi adiado na sequência do pedido de vários ministros das Finanças da zona Euro.

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Nesta reunião, que acontece um dia depois da Grécia falhar o pagamento de 1,6 mil milhões de euros ao FMI, deverá ser analisada a carta que Tsipras dirigiu ontem ao presidente do conselho de governadores do Mecanismo Europeu de Estabilidade. Recorde-se que o primeiro-ministro grego terá pedido, à última hora, um terceiro resgate no âmbito do MEE e sem o FMI envolvido.