A organização feminista GoTopless irá organizar neste domingo, dia 23, a sua primeira marcha pela cidade de Nova Iorque. Os representantes desta iniciativa defendem que as mulheres deveriam poder andar com os seiosà mostra, criticando o facto de o topless feminino ser ainda bastante visto como algo sexual. A dirigente do grupo, Rachel Jesse, que também é atriz e bailarina, salienta que as pessoas não deveriam encarar o topless como um tabu.

O evento deverá ainda chegar a Los Angeles, bem como a outras cidades europeias.

De acordo com um comunicado, a marcha terá início amanhã em Nova Iorque ao meio-dia (por volta das 16h30 na hora de Lisboa) e obrigará ao fecho de várias ruas da cidade. O evento decorrerá, prestando ainda honra à igualdade feminina e terá várias decorações com seios femininos, fatos, acrobatas em topless, contando também com a participação de outros artistas.

Num comunicado emitido por parte da própria organização, Rachel Jesse elogia a cidade de Nova Iorque pelo encorajamento dado à prática do topless durante 23 anos. No entanto a atriz e bailarina lamenta o facto de muitas mulheres não aproveitarem esse direito e o praticarem, quer por vergonha ou por sentimentos de culpa. Do seu ponto de vista, várias mulheres, que aderem a essa prática, muitas vezes preocupam-se com a violência policial, detenções ou até mesmo com a possibilidade de irem parar a hospitais psiquiátricos.

O grupo GoTopless, formado em 2007, pretende denunciar a ideia imposta socialmente de que os seios femininos devem ser ocultos ou censurados por serem sexualizados.Maitreya Rael, fundadora do grupo, refere, através da mesma fonte, que apesar de ser natural a tendência de os seios femininos gerarem desejo sexual em muitos homens, tal não é desculpa para atacar ou abusar sexualmente de mulheres. Jesse deu continuidade às palavras deMaitreya, salientando que isso não é razão para asmulheres cobrirem os seios.

De acordo com a mesma fonte também os homens sofreram devido a essa proibição,referindo um caso no qualvários homens foram presos devido a "exposição indecente". No entanto, Rachel aponta que o sexo masculino ultrapassou as suas inibições face ao topless e que o mesmo é possível para as mulheres.

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