A Polícia de Jharkhand, na Índia, divulgou no passado sábado que um grupo de populares arrastou cinco mulheres do interior das suas habituações e espancou-as até a morte, por volta da meia-noite de sexta-feira. A aldeia de Kinjia, onde a ira popular ceifou a vida a cinco mulheres, encontra-se a cerca de 30 quilómetros de Ranchi, capital do estado de Jharkhand, na Índia. As agressões terão sido de tal forma violentas que causaram a morte às mulheres acusadas de bruxaria.

A aldeia Kinjia havia sofrido recentemente com uma série de infortúnios pelos quais responsabilizavam as vítimas.

De acordo com a edição britânica do jornal Metro, dezenas de moradores terão arrastado as mulheres das suas próprias casas, batendo-lhes com paus e barras de ferro. Relatos locais e fontes policiais contam também que os habitantes deKinjia empunharam facas e golpearam as cinco indianas.

É possível ver manchas de sangue ao longo do todo o espaço percorrido pelos aldeões, desde as casas das vítimas até ao local da consumação do incidente. A polícia chegou ao local logo após o ataque e comunicou ter detido mais de 40 aldeões.

"Pelo que foi possível apurar, a aldeia tinha problemas com as cinco mulheres há já algum tempo, culpabilizando-as dos vários infortúnios que iam acontecendo", contou o porta-voz da polícia à agência de notícias France-Press.

Os populares responsabilizavam as vítimas por todas as "maleitas" que assolavam a aldeia. As "bruxas" seriam responsáveis por diversas doenças, inclusive o seu contágio, e até mesmo pelamorte recente de uma criança através da sua alegada bruxaria. O corpo policial que acorreu ao local destacou vários homens que permaneceram na aldeia de forma a evitar novos surtos de violência.

A crença em bruxaria e no oculto encontra-se ainda bastante disseminada nas zonas mais pobres da Índia.

Em casos mais extremos, a população despe as acusadas por completo queimando-os vivas ou espancando-as até morte, arrastando os seus corpos inanimados de volta às suas habitações.Alguns estados, como Jharkhand, criaram leis específicas numa tentativa de reduzir o número de crimes contra as pessoas acusadas de bruxaria, por norma, do sexo feminino.

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