O recém-nascido estava num hospital público, no sul daquele país, quando os animais o morderam. O menino tinha dez dias e, devido a problemas urinários, encontrava-se internado na unidade de cuidados intensivos. Três responsáveis sanitários já foram suspensos, informou o hospital Guntur, no estado de Andhra Pradesh, e foi ainda aberto um inquérito ao incidente, adianta o Jornal I. Quem deu o alerta foi a mãe, Chavali Lakshmi, quando viu marcas que refletiam o ataque nos dedos do bebé.

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Esta não foi a primeira vez que apareceram ratos naquele hospital, como contou T. Venugopala Rao, responsável principal do hospital, ao Times of India. Por toda a unidade haviam já sido colocadas ratoeiras e o responsável já lamentou a morte do recém nascido.

Este é o primeiro caso de morte, mas já no ano passado, para um hospital em Madhya Pradesh, na região centro da Índia, foram contratadas equipas de desratização, após a queixa de vários utentes de terem sido mordidos por ratos.

Hospitais com poucos recursos para tantos doentes
Hospitais com poucos recursos para tantos doentes

Na Índia, país com uma população que ascende os 1,2 mil milhões de habitantes, a maioria das pessoas dependem de cuidados de saúde públicos, os quais apresentam falta de pessoal e recursos. Por cada 100 mil pessoas na Índia existem cerca de 60 médicos. No entanto, por serem gratuitos, estes serviços são os mais usados.

A Índia é o segundo país mais populoso do mundo. Desde a década de 60 que o país tem assistido a um rápido aumento da sua população urbana devido sobretudo aos avanços médicos e aumentos da produtividade agrícola.

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A população nas cidades daquele país multiplicou-se em comparação com o início do século XX e a tendência é continuar a crescer. No início do século XXI, cada uma das três cidades mais populosas, Bombaim, Déli e Calcutá, tinham mais de 10 milhões de habitantes.

A República da Índia é a décima maior economia no mundo em Produto Interno Bruto nominal. Desde 1991 que a economia tem assistido a um rápido crescimento. Contudo, a população apresenta elevados níveis de pobreza, analfabetismo, doenças e falta de nutrição.

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