Ontem, dia 6 de Dezembro, aseleições parlamentares naVenezuelativeramuma adesãototal de 74,25%dos cidadãos, contrastando com os66,45% nas eleições de 2010. Após 16 anos de um regime chavista e socialista, verificou-seamaioria histórica daMesa da Unidade Democrática (MUD).Nicolás Maduro, presidente doPartido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), admitiu a sua derrota.

O regime socialista obteve a vitória em 18 eleições, sendo esta a primeira vez que a oposição obtevea maioriaeleitoral.

Das 167 cadeiras totais da assembleia, 99 serão ocupadas pordeputados do MUD e 46 pelos do PSUV, sendo que 19 ainda estão por definir.

Nicolas Maduro falou pela primeira vez depois da derrota e recusou-se a felicitar a oposição, criticando o MUD porter praticado uma "campanha injusta" e com base em "ofertas enganosas" que prometem "acabar com as calamidades económicas que foram causadas por eles", revelou.

Não escondeu o seu pesar, mas sublinhou que a “campanha eleitoral da oposição teve várias irregularidades”. Considera que a campanha da oposição aproveitou-se da situação para “instaurar uma guerra económica” e que só venceu pois instaurou “o terror económico que causou a distorção da opinião do povo e o levou a votar na oposição”, concluiu.

Advertiu ainda que nos próximos meses espera uma contraofensiva para tentar tomar o poder e desmantelar os progressos realizados pelo processo estabelecido pelo falecido presidente Hugo Chávez desde 1999.

Numa perspetiva internacional, Nicolas considera que a oposição não deve ser considerada a vencedora das eleições na Venezuela, mas simuma contrarrevolução que poderá impor o seu cenário politico, que culminará numa guerra.

No dia 25 de novembro, em plena campanha eleitoral, foi assassinado Luis Manuel Díaz. O Governo Chavista não permitiu o acompanhamento da imprensa internacional deste acontecimento, apenas o da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

O crime foi da responsabilidade de um grupo armado que disparou a partir deum veículo e é associado ao PSUV.

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