Idriss Déby, presidente do Chade desde 1990, foi eleito novo presidente em exercício da União Africana (UA)no último sábado, dia 30 de Janeiro, àmargem da abertura da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da UA,que decorreu sobre o lema "2016: ano africano dos Direitos Humanos, em particular para os Direitos das Mulheres“, em Adis Abeba, capital etíope esede daquela organização Pan-Africana. Déby ocupará a presidência rotativa da organização durante um ano.

Déby sucedeu na presidência da União Africana (UA) ao seu homólogo e chefe de Estado de Zimbabué, Robert Mugabe, um dos mais antigos chefes de Estado africanos, no poder desde 1980.

Nascido em 1952, Déby conquistou o poder através de um golpe de Estado militar, derrubando o regime de Hissene Habré e tendo levado o país a uma democracia. Em 1996, foi democraticamente eleito nos primeiras eleições do país como presidente do Chade, antiga colónia francesaque alcançou a sua independência a 11 de Agosto de 1960, o ano historicamente reconhecido como ano de África.

O agoraeleito presidente da UA é uma das personalidades influentes na luta contra a ameaça do grupo extremista islâmicoBoko Haram, que tem intensificado vários ataques em território nigeriano e emoutras nações dos grandes lagos como Mali e Camarões, vitimando muitas vidas de civis e militares, destruindo deste modo as infra-estruturas sócio-económicas e culturais daqueles países africanos e contribuindo paraa deslocação massiva da população das zonas de conflito para outros países vizinhos e do mundo em geral em busca de exílio e da segurança nas suas vidas.

Segundo Déby, "oaumento do terrorismo no mundo, e em particular em África, impõe que unamos as nossas forças, a solidariedade face ao fenómeno não deve resumir-se a palavras", afirmou aquele timoneiro da União Africana num breve discurso após a sua eleição.

De recordar que aUnião Africana (UA) foi criada a 11 de Julho de 2000, resultante de uma substituição da antiga Organização da Unidade Africana (OUA), fundada a 25 de Maio de 1963, em Adis Abeba, envolvendo30 Chefes de Estados e de Governo africanos.

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