Um agente embriagado da Polícia da República de Moçambique - PRM atirou mortalmente contra um jovem taxista de triciclo de 32 anos de idade, no bairro de Matacuane, na cidade da Beira, na madrugada de Domingo, dia 7 de Fevereiro. O assassinato ocorreu quando um grupo de quatro polícias se encontrava num dos estabelecimentos comerciais de venda de álcool naquele bairro residencial durante o período normal das suas funções, depois de terem abandonado o seu posto de trabalho.

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O possível motivo que culminou naquele fatal incidente foi apontado pelos moradores como um desentendimento entre os agentes da polícia e o jovem taxista, acusado pelos agentes da PRM de lhes ter tirado algumas fotografias com o seu telemóvel, facto este que levou a que um dos agentes da polícia disparasse sobre o jovem condutor de triciclo com recurso a uma arma de fogo do tipo pistola.

Na altura do triste acontecimento, os agentes da polícia estariam sob efeitos de álcool e tinham consigo bebidas alcoólicas em pequenos recipientes de 350 ml, algo que receavam que fosse denunciado pelo jovem taxista, motivo que terá levado ao incidente.

Polícias da República de Moçambique
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Algo que criou muita fúria e descontentamento dos moradores daquele bairro, tendo resultado no espancamento do autor do assassinato pela multidão enfurecida, em gesto de protesto contra o acto criminal por si protagonizado contra o jovem taxista, cuja identidade continua no anonimato.

Segundo testemunhas oculares, entrevistadas pela equipa da Rádio Moçambique, a vítima, na altura do seu assassinato, acabava de estacionar o seu veículo nas bermas da avenida perto do estabelecimento comercial onde se encontravam os supostos agentes da polícia, a fim de atender uma chamada telefónica provavelmente relacionada com sua profissão, algo que suscitou algumas suspeitas no polícia, que pensava que o jovem estivesse a tirar fotografias.

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De referir que a Rádio Moçambique contactou a Chefe Provincial da Secção de Imprensa da PRM da província de Sofala, Sididi Paulo, que afirmou que o agente da polícia afeto na terceira esquadra e envolvido na morte do taxista encontra-se de momento sob cuidados médicos numa enfermaria do Hospital Central da Beira, aguardando pela sua recuperação para posteriormente responder criminalmente pelo acto por si protagonizado.

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