Um sismo atingiu o Equador este domingo, às 18:58 (hora local) e fez 233 mortos, para além de 588 pessoas terem ficado feridas. O paísfoi abalado por um terramoto de magnitude 7,8 na escala de Richter. O epicentro ocorreu a 173 quilómetros da capital do Equador, Quito, de acordo como Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que é responsável pela motorização da actividade sísmica mundial.

Jorge Galas, vice-presidente do Equador, declarou que "o país está a viver tempos difíceis",acrescentando que "estamos com todo o contingente humano e com todos os recursos disponíveis, coordenando também a ajuda internacional que chegará nas próximas horas".

A ajuda internacional vem de países como o México e a Venezuela, para além do vice-presidente ter recebidooferta de ajuda por parte da alguns países da Europa.

As entidades responsáveis do país disponibilizaram cerca de 10 mil militares e 3500 polícias para ajudarem a população nasáreas que foram mais destruídas pelos abalos. Nestas zonas ainda se encontram pessoas que não foram libertadas dos destroços.As imagens que foram divulgadas são de destruição e esta situação de emergência exigiu que o presidente do Equador regressasse, antes do previsto, de uma viagem à Itália.

Na cidade de Guayaquil, onde se situa o principal porto do país, uma ponte caiu e fez uma vítima mortal. Um polícia presente no local disse que este desmoronamento foi resultado do terramoto e que "os bombeiros estão a fazer o seu trabalho, retirando o corpo de uma pessoa que, infelizmente, faleceu. Estamos a tentar que as pessoas continuem a circular e, acima de tudo, que mantenham a calma"- disse o agente à uma emissora de televisão local.

O Papa Francisco, no Vaticano, rezou pelas pessoas que perderam a vida, não só no Equador mas também no sul do Japão.

O número oficial de mortos e feridos continua a ser actualizado. O país mobilizou 241 profissionais da área da saúde, entre médicos, paramédicos e a Cruz Vermelha, de acordo com as informações dadas pelo vice-presidente Jorge Galas.

Este terramoto foi tão intenso que já é considerado o mais forte sentido em décadas no Equador.

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