Uma socorrista de 36 anos morreu depois de ter sido atropelada duas vezes no momento em que participava nas operações de socorro a um Acidente. Liliane Fátima de Brito, que era uma apaixonada pela profissão que exercia, foi colhida por um moto tendo sido projectada. O motociclista pôs-se em fuga. Pouco tempo depois, um automóvel viria a atropelar, novamente, Liliane de Brito, bem como os seus três colegas de trabalho que estavam no mesmo local, que sofreram ferimentos. As autoridades policiais estão a investigar o trágico acidente.

Liliane Fátima de Brito, de 36 anos, morava em Sorocaba, em São Paulo (Brasil) e trabalhava como socorrista da concessionária AB Colinas.

O seu funeral realizou-se na tarde desta segunda-feira, dia 22 de Janeiro, no Cemitério Municipal de Cândido Mota. Perdeu a vida quando prestava socorro a um acidente ocorrido ao quilómetro 57 na rodovia Santos Dumont, em Indaiatuba (São Paulo). Estava a cumprir a uma missão no âmbito da sua profissão pela qual era apaixonada e dedicada. “Morreu fazendo o que tanto amava”, referiu um seu primo, Cândido Faustino, ao portal de notícias G1.

Aquela publicação online refere que a socorrista foi atingida por um motociclo no momento em que se encontrava a sinalizar a estrada, após o capotamento de um automóvel, sem provocar feridos. O embate foi tão violento que Liliane de Brito foi projectada para a berma da estrada. Na ocasião estava a chover com intensidade e o condutor da moto colocou-se em fuga sem prestar socorro à vítima.

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O trágico acidente foi presenciado por dois outros socorristas que integravam a equipa operacional liderada por Liliane de Brito. Os dois elementos foram ao seu socorro enquanto um terceiro ficou a sinalizar a estrada, alertando os restantes automobilistas para a ocorrência de acidente.

Naquele momento, surgiu um outro veículo automóvel que veio a colher os três socorristas, vindo a atropelar, mais uma vez, o corpo de Liliane de Brito. As quatro vítimas foram socorridas e transportadas para unidades hospitalares da região com ferimentos considerados graves. Liliane de Brito não resistiu aos ferimentos, tendo sido declarado o óbito. Entretanto, a Secretaria de Segurança Pública tornou público que foi iniciado um processo de investigação a cargo da Polícia Civil de Indaiatuba. Por sua vez, a concessionária AB Colinas lamentou a morte da sua socorrista Liliane Fátima de Brito, sublinhando que a mesma perdeu a vida no momento em que actuava a favor da vida de outras pessoas. Refere, ainda, que está a acompanhar o estado de saúde dos operacionais feridos e a prestar todo o apoio possível aos seus familiares.