O conselho de administração da McDonald's votou na passada sexta-feira a favor da demissão do CEO Steve Easterbrook, acusando-o de exercer "mau julgamento" ao desafiar as regras da empresa quanto a relacionamentos pessoais. Easterbrook, um divorciado de Watford, manteve um relacionamento consensual com uma funcionária não identificada, algo que infringe a política da empresa: as regras internas proíbem estritamente os responsáveis com cargos de gestão de se relacionarem com subordinados diretos e indiretos.

Easterbrook admitiu o seu erro num e-mail que foi enviado aos funcionários da empresa, no qual apoiou a decisão do conselho. Este escreveu: "Dados os valores da empresa, concordo com o conselho de que é hora de seguir em frente".

Uma carreira meteórica

Easterbrook entrou na empresa de fast-food em 1993, antes de sair em 2011 para liderar a Pizza Express. Mais tarde, mudou-se para a cadeia de restauração asiática Wagamama, retornando ao McDonald's em março de 2015 como CEO.

A partir daí, o executivo supervisionou uma melhoria significativa no desempenho financeiro da empresa, aumentando a margem de lucro em 12% nos primeiros nove meses, além de aumentar as vendas 5,7% em 2016. Sob a sua administração, as ações da empresa quase duplicaram o seu valor. O executivo de 52 anos foi generosamente remunerado pelo sucesso, com o salário indexado ao preço das ações da empresa.

No auge em 2017, faturou 21,8 milhões de dólares. No entanto, os ganhos do terceiro trimestre de 2019 do McDonald's ficaram aquém das estimativas pela primeira vez em dois anos, algo que está relacionado com o fraco desempenho dos últimos esforços promocionais para ganhar força com os consumidores dos EUA.

Sucessor já está nomeado

O gigante da fast-food rapidamente nomeou o sucessor de EasterBrook, tendo entregue a Chris Kempczinski o cargo de novo CEO.

Kempczinski foi recrutado por Easterbrook e foi responsável pelas operações da McDonald's nos EUA.

Como presidente do McDonald's no mercado norte-americano, este supervisionou a transformação mais abrangente dos negócios nos EUA na história da empresa. O novo responsável reconheceu a sua dívida de gratidão ao seu antecessor numa declaração à imprensa: "Steve trouxe-me para o McDonald's e era um mentor paciente e útil", afirmou.

Mais tarde, numa entrevista ao Wall Street Journal, confirmou que manterá o foco de Steve Easterbrook na tecnologia quando assumir o cargo de CEO. ”Não haverá uma mudança radical e estratégica. O plano está a funcionar", garantiu.

A saída de Easterbrook acontece vários meses depois de uma polémica de assédio sexual na empresa. Em maio, a organização "Fight for $15", que luta por um salário mínimo de 15 dólares por hora para os trabalhadores, e um sindicato revelaram que 25 trabalhadores do McDonald's denunciaram casos de assédio sexual no ambiente laboral.

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