São Paulo, centro financeiro do Brasil e uma das cidades mais populosas do mundo, é famosa pelas inundações que ocorrem em qualquer chuva ocasional. Com 12,18 milhões de habitantes, também considerada como a "terra da garoa", a cidade foi fundada pelo alto da colina entre três rios: Tietê, Anhangabaú e Tamanduateí.

As inundações constituem um problema crónico, cuja origem pode ser traçada nas mudanças feitas a partir de 1910, quando as primeiras reformas aconteceram com o rio Tamanduateí. Logo após, em 1928, foi a vez do rio Pinheiros perder suas curvas.

E em meados de 1930, o plano de avenidas criado por Prestes Maia começou a esconder os rios por baixo do betão armado. Em síntese, os rios soterrados por asfalto escondem os riscos de inundação.

Rios históricos

Os rios foram utilizados durante muitos anos para transportes, desportos e como meios de subsistência, mas os engenheiros da época alegaram que as águas eram prejudiciais à saúde devido ao mau cheiro, doenças e inundações. Resolveram assim esconder os rios por baixo de todo o betão armado e asfalto que é São Paulo hoje em dia.

Próximo da avenida Paulista, uma das principais vias da cidade, temos a nascente do rio Anhangabaú, nome que originou o Vale do Anhangabaú, local muito utilizado para grandes encontros e manifestações. Toda esta avenida importante da cidade de São Paulo foi construída por cima de cursos de água.

O Itaquerão, conhecido como Arena Corinthians, também esconde canais de água do rio Itapeva. E há muitos outros pontos da cidade em situação semelhante.

O problema das enchentes

Devido ao betão armado não absorver a água, em tempos de chuva, o centro de São Paulo, após todas essas mudanças, tornou-se no pico de inundações.

O crescimento da população e a falta de consciência, principalmente em relação ao lixo que produzem, causam sérios problemas.

Já em 2010, o engenheiro Mario Leme de Barros, doutor em sistemas de recursos hídricos e professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (SP), explicava ao G1 que é necessária uma política de ocupação do solo que não agrave a questão de impermeabilização do solo.

Além de muitas obras, é necessário consciencializar a população sobre o destino do lixo, que também é um dos agravantes das inundações, por entupir sarjetas e canais de desvio das águas.

Outra solução é que os prédios usem a água das chuvas dentro do próprio sistema.

O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo está atento aos problemas e realiza seminários para discutir como solucionar as áreas de risco.

Quais são as vias canalizadas?

Algumas das principais vias são:

Av. 9 de Julho - rios Saracura e Iguatemi

Itaquerão - rio Itapeva

Av. Sumaré - rio Sumaré

Av. Juscelino Kubitschek - córrego do Sapateiro

Av. Bandeirantes -córrego da Traição

Av. Hélio Pellegrino - córrego Uberaba

Av.

Pacaembu - rio Pacaembu.

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