O caso ocorreu em Arizona, nos Estados Unidos, após um casal ter decidido por vontade própria auto-medicar-se com uma substância utilizada para limpezas de aquários, julgando estarem a proteger-se contra a pandemia covid-19.

Segundo o CM, o casal tomou o aditivo popular em limpezas de aquários que possui o mesmo ingrediente que um medicamento usado para combater os sintomas da também famosa doença, malária. A substância é conhecida como fosfato de cloroquina, que pelo que consta na fonte, foi mencionada pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump em vários briefings na Casa Branca acerca do novo coronavírus, como sendo uma substância potencial na cura da covid-19.

Denomina-se de briefing um conjunto de informações, após uma colecta de dados para desenvolvimento de um trabalho. é um processo de planeamento que tem de passar por todo um conjunto de profissionais. A palavra inglesa briefing significa resumo, na língua portuguesa.

Decisão fatal

O casal em questão, na faixa etária dos sessenta anos, após a toma da substância, rapidamente sentiu os efeitos secundários, que incluíram náuseas e vómitos, segundo o The New York Times. O homem acabou por não resistir, acabando por vir a morrer de paragem cardíaca e a mulher, apesar de apresentar o seu estado clínico estabilizado, esteve a lutar pela sua vida.

Segundo informações prestadas por um director médico do Centro de Informações sobre Intoxicações e Drogas, o casal terá lido informações falsas na internet sobre o fosfato de cloroquina que apontavam ser eficientes na cura para a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Até ao momento não existe cura para este tipo de vírus e tudo ainda está a ser testado.

O que são os coronavírus?

Pela informação prestada pelo Serviço Nacional de Saúde, são um grupo de vírus que podem ser transmitidos para o ser humano afectando o sistema respiratório, podendo passar despercebidos por uma simples gripe comum e evoluir para algo mais grave, como pneumonia.

Os sintomas mais prováveis são febre alta resistente a medicação, tosse e insuficiência respiratória. O período de contágio é de catorze dias, que é o tempo entre a exposição ao vírus e o aparecimento dos sintomas. Ainda está a ser estudada a possibilidade de contágio por pessoas assintomáticas.

É bastante importante seguirmos as regras postas pela OMS e pelos serviços nacionais de saúde mantendo a quarentena como distanciamento pessoal e termos as devidas precauções com a higiene diária, passando esta a ter de ser mais frequente e com alguns cuidados, principalmente com as mãos.

Pessoas com mais de 65 anos, pessoas com doenças respiratórias crónicas, imunidade baixa e grávidas, devem permanecer em casa e sair apenas se necessário, usando as devidas protecções.

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