Apelidado de fenómeno dos últimos tempos e que gerou uma onda de entusiasmo pouco vista, o filme "As cinquenta sombras de Grey" fica bastante aquém das expetativas. O filme, que é uma adaptação cinematográfica do best seller de E. L. James, foi campeão de bilheteiras no nosso país. Conta a história do relacionamento entre a estudante de literatura Anastasia Steele (Dakota Johnson) e o milionário Christian Grey (Jamie Dornan). No entanto, e em contradição com o entusiasmo frenético dos espetadores, surgem as opiniões dos críticos da 7.ª arte que não são meigos para com a obra.

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O crítico João Lopes, no Diário de Notícias, aborda a questão da falta de qualidade geral do filme, sublinhando que "o marketing passou a normalizar os nossos espaços de discussão e pensamento. E não se trata de demonizar "As Cinquenta Sombras de Grey"; apenas de lembrar que, cinematograficamente, o sexo é uma velha desculpa para a falta de ideias". Quem também não gostou da película foi Jorge Mourinha, do jornal Público, escrevendo que "a adaptação cinematográfica da obra de E.

Um filme produto de marketing?
Um filme produto de marketing?

L. James é uma pura extensão do fenómeno, uma tradução do livro em imagens. Mas isso não faz dele um filme", realçando de igual modo que o filme é um "puro objecto de marketing para maior glória da conta bancária de E. L. James. Só não se confunda isso com "Cinema" - e praticamente tudo o que está em exibição neste momento em Lisboa é mais "cinema" do que As Cinquenta Sombras de Grey".

Para o jornalista do Observador, Eurico de Barros, estamos em presença de um filme "tão titilante como "A Canção de Bernardette".

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Não consegue sequer ser "sexy", fica-se por ser chacha. É mais "soft" do que aqueles amaciadores para a roupa que anunciam na televisão". Aquele crítico vai mais longe ao ponto de afirmar que "se o ridículo pagasse imposto "As Cinquenta Sombras de Grey" era o filme mais sobretaxado de 2015 e tinha que ir pedir uma intervenção da Troika para pagar". Eurico de Barros vai ainda mais longe e realça mesmo que, sendo o filme uma trilogia, "teremos ainda que sofrer com mais dois Filmes.

Isso sim, é que é tortura a sério". Como se observa, o filme "As Cinquenta Sombras de Grey" é tudo menos uma obra consensual.

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