Sofia localiza-se numa planície no oeste da Bulgária, perto do monte Vitosha com 2290 metros. É uma das cidades mais antigas da Europa e o seu nome original era Serdica, uma aldeia da Trácia do século VIII a.C.. O nome foi sendo altera ao longo do tempo e a partir de 1376 passou a denominar-se de Sofia, que significa sabedoria. Alguns anos depois, os otomanos assumiram o controlo da cidade durante cerca de cinco séculos. Após esse período, Sofia tornou-se a capital da Bulgária (1879) e atualmente é a maior cidade do país com 1,4 milhões de habitantes.

Durante a Segunda Guerra Mundial foi fortemente destruída e necessitou de ser reconstruída. Em 1989 foi declarada independente devido ao fim da União Soviética.

Sofia é uma cidade barata e tem muitas atrações turísticas concentradas na baixa da cidade que podem ser visitadas a pé, uma parte delas originárias do tempo do comunismo e outras com cariz religioso.

A Praça Nezavisimost é um exemplo de como a religião está integrada na cidade, visto que reúne quatro locais de religiões diferentes: Sinagoga, Mesquita, Igreja Ortodoxa e Igreja Católica. Nesta praça há uma estátua de Santa Sofia feita de bronze e cobre que substituiu uma antiga de Lenine.

Em outras zonas de Sofia também encontramos muitos locais religiosos como a Igreja de São Jorge, situada no interior do pátio do hotel Balkan Sheraton. Foi construída no século IV pelo imperador romano Constantino e é um dos locais antigos mais bem conservados de Sofia. Tem uma forma cilíndrica e é composta por tijolos vermelhos. A Catedral Ortodoxa Alexandre Nevsky, de estilo neo-bizantino, é um dos símbolos da cidade e foi concluída em 1912. É um local de homenagem da população búlgara aos 200 mil soldados russos que lutaram durante a guerra da independência da Bulgária.

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O nome da Catedral surgiu devido ao gosto que o Czar Alexandre II tinha por Alexandre Nevsky (guerreiro da batalha de Novgorod do século XIII). Junto a esta temos a Igreja de Santa Sofia que é a mais antiga da cidade e homenageia a sua santa padroeira. Foi construída no século VI e foi utilizada como mesquita até ao século XIX. Para a comunidade russa existe a Igreja de São Nicolau construída entre 1912 e 1914 sobre as ruínas da mesquita Saray. Esta igreja tem cúpulas e telhados verdes bem ao estilo que encontramos na Rússia. A maior igreja católica da cidade é a Catedral de São José, com capacidade para 350 pessoas, e contém uma torre e quatro sinos. Durante a Segunda Guerra Mundial foi bombardeada e foi posteriormente recuperada. A sua aparência é menos vistosa e imponente, comparativamente com os outros locais religiosos de Sofia, mas merece ser conhecida.

Outras zonas merecem uma visita, como por exemplo o Teatro Nacional Ivan Vazov, dedicado a um dos maiores escritores, que era apelidado de Vitor Hugo búlgaro.

Este teatro foi concluído em 1904, é o mais antigo de Sofia e um dos mais importantes do país. O seu estilo é neoclássico e foi restaurado após a Segunda Guerra Mundial. Para visitar o túmulo de Ivan Vazov é preciso deslocar-se até ao jardim da Igreja de Santa Sofia. A Mesquita de Banya Bashi é também um local de passagem dos turistas e foi criada em 1576 pelo o arquiteto otomano Mimar Sinan numa zona de termas naturais. Esta está fechada ao público há muitos anos e apenas o Museu Histórico de Sofia funciona atualmente naquele local.

Como em todas as cidades, existe uma rua pedonal em que se concentram lojas mais baratas e de luxo, restaurantes e pessoas. Em Sofia é a rua Vitosha, que tem o nome da montanha que envolve a cidade. Por outro lado, também é importante passear por sítios mais calmos, como o parque de Borisovata Gradina junto ao lago Ariana. Este local tem um conjunto de monumentos e esculturas referentes a personalidades históricas do país e também é onde se situa o Museu Nacional do Desporto.