Roterdão é uma das Cidades mais importantes da Holanda e tem 630 mil habitantes. A origem do seu nome está relacionada com a sua vocação marítima e a construção de um dique no rio Rotte em 1240. Este cruza-se com o rio Nieuwe Maas que passa pela cidade. No século XVI, Roterdão foi ocupada e saqueada pelos espanhóis. Posteriormente, marinheiros ingleses chamados de mendigos do mar lutaram contra o domínio espanhol e criaram uma base naval na cidade. O Porto de Roterdão atingiu uma maior dimensão devido à abertura de uma via fluvial com ligação direta ao mar no fim do século XIX. Entre 1962 e 2004 foi o maior do mundo e na Europa ainda mantém a liderança visto que 30% das trocas comerciais na União Europeia passam pelo porto de Roterdão.

Para se conhecer melhor a história marítima da Holanda e do porto de Roterdão é obrigatório ir ao Museu Marítimo. É um dos maiores e mais antigos museus do país e inclui um número elevado de objetos marítimos e uma visita a um barco de 1868.

Roterdão foi uma das primeiras cidades europeias a ter uma rua pedonal para compras criada nos anos 50 e que tem o nome de Witte de Withsraat. Nesta rua há cafés, lojas, restaurantes, galerias de arte e o Museu Boijsmans Van Beuningen, fundado em 1849. Nele encontramos uma grande variedade de pinturas e esculturas holandesas e europeias dos séculos XV ao XX. Como exemplo, temos o telefone em forma de lagosta de Salvador Dalí e muitas obras de Van Gogh, Rembrandt, Brueghel, Monet e Kandinsky. O Museu Kunsthal, também situado na mesma rua, foi inaugurado em 1992 e apresenta uma vasta coleção de arquitetura moderna composta por diversas exposições anuais.

Vídeos destacados del día

O design do edifício é da autoria de Rem Koolhaas (o mesmo da Casa da Música do Porto) e os materiais utilizados na sua construção mostram também a sua modernidade.

Outros locais da cidade revelam a identidade moderna de Roterdão como por exemplo o Markthal. Este mercado, coberto com um teto colorido, é o maior do país e foi inaugurado em 2014. Tem uma arquitetura pouco comum para este tipo de espaço e nele existem 100 vendedores de peixe, mas também há venda de flores, queijos holandeses e vinho do Porto. Outro exemplo são as Casas em Cubo, uma das atrações da cidade, obra do arquiteto holandês Piet Blom, que existem desde finais dos anos 70. São casas residenciais amarelas em forma de cubo, com três andares e inclinação de 45 graus com o objetivo de rentabilizar o espaço. Há uma casa museu onde as pessoas tem a oportunidade de conhecer melhor como funciona este tipo de residência e as dificuldades que existe na mobilidade e decoração da casa.

Um local que se deve visitar é a Euromast.

É uma das torres mais altas da Holanda com 185 metros, tem vista de 360 graus sobre a cidade e em dias limpos consegue-se ver Antuérpia. Foi projetada pelo o arquiteto Maaskant em 1960 para o Festival Floriade dedicado aos jardins e flores. Na torre há um restaurante, um hotel e o preço para subir à torre é 9,5 euros (adulto). Outro edifício alto destaca-se na paisagem urbana e foi desenhado pelo português Siza Vieira. É um espaço residencial com 158 metros denominado New Orleans.

O centro histórico de origem medieval foi destruído na Segunda Guerra Mundial e só a Câmara Municipal e a Igreja de São Lourenço se conservaram. É uma Igreja protestante de estilo gótico que contém uma torre com mais de 60 metros com vista para a cidade. Nesta Igreja estão sepultados vários heróis navais. As portas de bronze são mais recentes (1968) e foram desenhadas pelo italiano Manzù. Em frente à Igreja existe uma estátua em memória de Erasmos, filósofo renascentista, nascido em Roterdão. Há também uma Universidade, com 70 % de alunos estrangeiros, e uma ponte com o seu nome que liga à outra margem em direção ao porto.

Em termos de parques um dos mais conhecidos é o de Kralingen situado num bairro tranquilo da cidade. Este contém um enorme lago que no verão é utilizado como praia. É um bom local para caminhar, correr e andar de bicicleta, uma atividade típicamente holandesa.