Teerão é uma grande cidade com mais de 13 milhões de habitantes e muito antiga, visto que há vestígios persas nesta zona desde 3200 a.C. A sua história está muito ligada ao Império Persa, tendo Teerão sido escolhida como capital pelo rei Agha Muhammad Shah em 1788. Nessa época foram construídas casas e bazares, denominadas de Ark, à volta da residência real. Mais recentemente, nos anos 30 do século XX, o rei Reza Shah ordenou a realização de grandes obras de urbanismo como largas avenidas, jardins, edifícios públicos e fábricas financiadas pelo negócio do petróleo.

A cidade está localizada perto dos montes Elburz e ainda não é um destino turístico muito procurado.

No entanto, existem diversos locais de interesse, como por exemplo o Palácio Golestan, de estilo Qajar, construído no século XVI, e inspirado nos palácios europeus da época. É um dos locais mais visitados da cidade e foi residência pessoal do Xá da Pérsia. É considerado Património Mundial pela UNESCO e o mais antigo monumento histórico de Teerão. No seu exterior tem vários painéis de azulejos coloridos e está rodeado por jardins. No seu interior há muito para ver e por isso é comum as pessoas passarem muito tempo a observar a sua decoração magnífica com destaque para a sala dos espelhos.

O Mausoléu de Ayatollah Khomeni é outro local concorrido e de homenagem ao principal obreiro da Revolução de 1979, que originou a criação da República Islâmica do Irão. No seu exterior existem duas torres com 91 metros de altura e é um dos maiores edifícios islâmicos modernos, situado a 10 km a sul de Teerão.

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Também nos arredores da cidade temos a montanha Tochal, com 4000 metros, que funciona como um miradouro também conhecido como o “terraço de Teerão”. Lá existem vários restaurantes, cafés e alguns espetáculos ao vivo. Também é possível fazer caminhada, corrida e badminton num espaço tranquilo longe da poluição e da confusão da cidade.

Um dos símbolos da cidade e do país é a Torre Azadi situada na zona oeste de Teerão e construída em 1971. É da autoria do arquiteto Hossein Amanat e surgiu após ordem do Xá Reza Pahlavi. Este monumento de grande dimensão em forma de arco do triunfo comemora os 2500 anos do reino Persa. A torre está rodeada de flores coloridas, como por exemplo tulipas, e o seu nome significa “liberdade”.

O Grande Bazar é um sítio típico da cidade composto por ruelas estreitas com um total de mais de 10 km. É uma zona de grande movimento diário e oferece uma grande variedade de produtos locais divididos por categorias como roupa, especiarias, ouro, tapetes e objetos para casa.

Está localizado no sul da cidade e à sexta encontra-se quase totalmente encerrado. Dentro do bazar há também espaço para a Mesquita de Ayatollah Khomeni. Outra forma diferente de vender na cidade acontece no metro. Muitos vendedores optam por este local para fazer negócio. É uma experiência peculiar possível de vivenciar enquanto estamos numa deslocação dentro da cidade. Relativamente aos tapetes, existem não só para venda mas também como objeto de arte, expostos num museu dedicado a este produto típico da Pérsia. Nele encontramos tapetes provenientes de várias dinastias.

Para quem gosta de descontrair no centro da cidade, ir ao Parque Honarmandan é uma boa opção. Nele encontramos a casa dos artistas iranianos dedicada à exposição de trabalhos realizados por artistas iranianos em áreas como a pintura, a escultura e a fotografia. Há também salas de teatro, anfiteatro para projeção de cinema ao ar livre, cafés, restaurantes e uma loja. Realço que este parque é frequentado principalmente por pessoas ligadas às artes.

A oferta de museus é diversificada com destaque para o Museu Nacional do Irão desenhado pelo o arquiteto francês André Godard em estilo Art Deco. Foi concluído em 1972 e reúne uma coleção de descobertas arqueológicas de várias regiões do país nomeadamente de Persépolis. O Museu do Vidro e da Cerâmica também merece uma visita não só pela riqueza do material exposto em vidro e cerâmica mas também pela beleza do edifício juntamente com os jardins que rodeiam o museu. Por fim, o Museu das Jóias da Coroa, localizado no Banco Central do Irão, foi criado em 1955 e é composto por jóias de grande valor originárias de uma época de luxo de vários monarcas e dinastias da Pérsia. Os últimos foram o Xá Reza Pahlavi e sua esposa Farah Diba. O maior diamante do mundo com 182 quilates está exposto no museu. Para conhecer esta coleção de jóias deve dirigir-se a este museu entre Sábado e Terça, das 14h às 16h30m.