Riga, a capital letã está situada na foz do rio Daugava que desagua no mar báltico. Tem uma população de 742 mil habitantes, sendo que mais de metade é de origem russa. É uma cidade com 800 anos de história, uma parte importante ligada à ocupação russa que influenciou não só a demografia mas também a arquitetura, os costumes e a gastronomia. O Império Russo dominou a região desde 1710 até 1991 com o fim da União Soviética e consequente independência da Letónia. No início da sua existência (1201), Riga era uma aldeia de pescadores e o primeiro porto da colonização germânica nos países bálticos. Mais tarde converteu-se ao luteranismo que mantém até hoje e teve domínio polaco no séculos XVI e sueco no século XVII.

É uma cidade com uma área verde considerável, pois ocupa metade do território urbano e inclui parques, rio, canais e lagos. Os letões gostam de passar o tempo ao ar livre aproveitando os diversos espaços naturais e culturais existentes. O Parque Bastejkalns é um exemplo disso pois reúne diversos espaços como a Ópera de Riga, o Monumento à Liberdade e a fábrica de chocolates letões “Laima”. Este parque está localizado no local onde existiam as antigas muralhas medievais de Riga, na colina do Bastião que dá o nome ao parque.

O centro histórico é Património Mundial da UNESCO desde 1997 e é um dos principais atrativos de Riga. Este situa-se perto do rio e é composto por ruas estreitas e pouco lineares de cariz medieval. Nesta zona encontramos um dos símbolos da cidade, a Casa dos Cabeças Negras, com a sua fachada de cor avermelhada.

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Este edifício foi construído em 1334 e era a sede da irmandade dos comerciantes alemães solteiros que tinham como santo padroeiro São Maurício, que era negro. Durante a Segunda Guerra Mundial foi bombardeada e em 1999 passou por uma renovação. Perto dali temos o Museu da Ocupação da Letónia referente à ocupação soviética e nazi que durou de 1940 a 1991. Este museu conta com um interessante espólio da história contemporânea de Riga e da Letónia que mostra as perseguições que a população sofreu durante aquele período. O Museu da Guerra é outro que deve ser visitado e está situado numa torre redonda de pólvora do século XIV. É a única torre de defesa num total de 18 da antiga cidade fortificada que sobrevive ainda hoje. O museu foi inaugurado em 1919 e contém uma coleção de objetos, documentos, uniformes e armas relacionados com a história militar e política do país nomeadamente as duas guerras pela independência que ocorreram no século XX. Nos arredores de Riga temos o Museu Etnográfico da Letónia.

É um museu ao ar livre situado na floresta que contém uma Igreja de madeira e moinhos que embelezam o espaço. Ao mesmo tempo retratam os diversos estilos de vida e suas tradições das varias regiões do país ao longo do tempo.

Retornando ao centro histórico podemos conhecer os seus locais religiosos, como a Igreja luterana de São Pedro, que tem estilo gótico e românico e foi construída em 1209. A sua torre de madeira de 123 metros de altura é um belo miradouro panorâmico sobre a cidade. A Catedral Ortodoxa do século XIII é um dos exemplos representativos da influência soviética que existe em Riga. No seu interior encontramos o terceiro maior órgão tubular do mundo, de origem alemã e que foi inaugurado em 1884. Há também um púlpito de madeira do século XVII e vitrais do século XIX. No entanto, a maior catedral medieval dos países bálticos é a Catedral da Natividade. Foi construída no século XIX e tem estilo neobizantino. Durante a ocupação alemã foi uma igreja luterana e um planetário no tempo soviético. Após a independência de 1991 tornou-se uma igreja ortodoxa com cúpulas douradas e verdes escuras. A cidade de Riga também possui um Castelo originário de 1330 que foi reconstruído várias vezes ao longo da história. O seu aspeto exterior não corresponde ao que as pessoas imaginam num castelo pois tem uma aparência diferente. Atualmente é a residência do presidente do país e integra dois museus: arte estrangeira e história da Letónia.

Um dos maiores destaques na cidade é o seu Art Nouveau district. É um bairro constituído por edifícios Jugen Style, nome alemão para este tipo de estilo, que tornam Riga numa das cidades europeias com mais edifícios deste estilo arquitetónico, proveniente do fim do século XIX e início do século XX. Há um museu dedicado a este género artístico que reflete no seu aspeto interior e exterior a sua essência e identidade. Este local foi residência do antigo arquiteto letão Konstantins Peksens. Para se chegar a este bairro tem-se que atravessar o canal situado em frente ao centro histórico e passar pelo o monumento à Liberdade. Este foi criado em 1935 em honra aos soldados que morreram na Guerra da Independência. Tem 42 metros de altura, é feito de granito e representa a conquista da liberdade e da soberania do país.