Portugal viveu nesta madrugada, 18 de Junho, a sua hora mais crítica no que diz respeito aos incêndios. Há a registar pelo menos 61 vítimas mortais. O incêndio terá começado em Pedrógão Grande e rapidamente se propagou para outras zonas, devido à intensidade do vento que o fez alastrar. Permanecem ainda internados em Coimbra seis feridos em estado grave.

Foi por volta das 14h00 deste sábado que o alerta foi dado. Um Incêndio de grandes proporções teria começado em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande.

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Cerca de cinco horas mais tarde, já pelas 19h00, o trânsito era cortado e algumas das zonas do concelho seriam mesmo evacuadas.

Com o crescer da intensidade do vento, o fogo terá alastrado para as zonas vizinhas de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra. Entretanto, já de madrugada, surgiam as piores notícias: 19 pessoas eram dadas como mortas, 16 encarceradas dentro das viaturas e três delas por inalação de fumo.

Porém, e segundo a actualização mais recente do Sapo24, efectuada já neste domingo, o Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, indicou que "há 61 vítimas mortais e 54 feridos; entre eles há oito Bombeiros, quatro dos quais em estado grave.

Incêndio avança em quatro frentes activas
Incêndio avança em quatro frentes activas

Há ainda 150 famílias desalojadas".

Segundo as declarações do governante aos jornalistas: “Foram encontradas 30 pessoas em viaturas e 17 fora das viaturas ou nas margens da estrada e em ambiente rural foram encontradas 10 vítimas mortais”.

Já a página do jornal Correio da Manhã, dá conta que, destas vítimas mortais, 60 estão relacionadas com o incêndio e duas estarão relacionadas com um acidente de viação devido às más condições de visibilidade.

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Entre as vítimas mortais, o jornal destaca a existência de quatro vítimas menores.

Já na manhã deste domingo o fogo continuava a lavrar. Segundo algumas informações das autoridades, o incêndio terá sido causado por um raio que terá atingido uma árvore.

Segundo o Conselho de Ministros, foram também decretados três dias de luto nacional, iniciados partir de hoje.

Quatro frentes activas

Permanecem quatro frentes activas, duas delas a arder com elevada violência; nas outras duas os bombeiros estão a conseguir ganhar algum terreno.

Este é o pior incêndio de que há memória em Portugal, pelo menos no que diz respeito ao número de mortes.

Durante a madrugada deste Sábado, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dirigiu-se ao local.

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