Lisboa vai poder contar, a partir de segunda-feira (27 dejulho), com um espaço pensado para dar uma resposta integrada às vítimas deviolência doméstica. O 'Espaço Júlia' localiza-se junto ao Hospital de SantoAntónio dos Capuchos. Este irá contar com agentes da PSP e técnicos de açãosocial que irão, em conjunto, ajudar a travar aquilo que é considerado umflagelo nacional. A inauguração aconteceu esta sexta-feira, mas as portas irãoabrir-se definitivamente às 8h00 da manhã de segunda-feira.

A partir desse dia, oequipamento estará disponível 24h por dia e 7 dias por semana, ou seja, 365dias por ano.

É possível aceder a esse espaço através da Alameda de SantoAntónio dos Capuchos ou pelo interior do hospital, o que permite o acesso commaior privacidade. As pessoas também podem contactar o 'Espaço Júlia' através doe-mail espacojulia.lisboas@psp.pt ou dos números 933 786 037 ou 210 179 284.

Dois PSPs irão estar em permanência nesse local, sendo que nototal são dez os elementos da 1.ª Divisão que se vão dedicar a este projeto,todos eles afetos ao Modelo Integrado de Policiamento de Proximidade oupossuidores de formação em policiamento de proximidade ou em Violênciadoméstica.

O nome do espaço foi designado em homenagem a uma idosa de77 anos que foi morta naquela zona pelo marido em 2011 durante uma discussão aopequeno-almoço.

A subcomissária Aurora Dantier vai ser a responsável peloequipamento, e acredita que a sua abertura é um “sonho” que “caiu em terrafirme”. A subcomissária afirma que o objetivo é dar a segurança e privacidadeàs vítimas de violência domestica e, ao mesmo tempo, mostrar tolerância zerocontra este crime.

Autora Dantier admite que nem todas as esquadras têm as condiçõesideias para receber este tipo de problemas e acredita que o 'Espaço Júlia' irágarantir a todos a privacidade, conforto e segurança que tanto procuram. Alémdisso, o espaço irá dispor de alimentos, roupa, calçado e produtos de higiene.A ideia é que haja uma viatura disponível para este espaço, permitindo assim iràs casas das vítimas buscar documentos, medicamentos e quaisquer bens que sejamnecessários.

O presidente da Junta de Freguesia de Santo António, VascoMachado, sublinha que a iniciativa “não é fechada” àquela área de Lisboa nem àqueletipo de violência, pois pode também abranger vítimas de todos os tipos deviolência. A violência pode ser exercida sobre crianças, adultos, idosos,mulheres e homens, e pode ser de tipo física, psicológica ou económica. 

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