Na tarde da última quarta-feira (19 de Abril), pelas 17h, um elemento do sexo masculino, de raça caucasiana e com 26 anos apresentou-se na esquadra de Alfornelos, na Amadora, acompanhado da namorada. Tinha sido sujeito a apresentações à Polícia de Segurança Pública (PSP) por ordem judicial, como medida de coação que ainda não tinha sido cumprida. Já no interior da esquadra em questão, o indivíduo começou a afirmar que não concordava com as apresentações às quais estava obrigado e começou a insultar o agente da PSP que se encontrava sozinho em serviço.

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Entretanto saiu da esquadra, para logo depois regressar com mais violência ainda. Apanhando desprevenido o polícia que estava no interior das instalações policiais, espancou-o e, após o ter derrubado, ainda tentou retirar-lhe a arma por duas vezes, tal como se pode ler na edição de sábado (22 de Abril) do Correio da Manhã.

Uma vez que o polícia se encontrava sozinho, não teve nenhum colega que o pudesse ajudar. Valeu-lhe um transeunte e um segurança privado que trabalhava ali perto que prontamente foram em seu auxílio.

Agente da PSP agredido no interior da esquadra de Alfornelos na Amadora
Agente da PSP agredido no interior da esquadra de Alfornelos na Amadora

Posteriormente, o agressor foi finalmente imobilizado, mas foi apenas com a chegada de reforços que a prisão do suspeito foi possível. Antes de tentarem manietar o agressor, este tentou ainda desarmar o agente. Foram os dois civis que prontamente ajudaram o agente da polícia, evitando o pior e um desfecho ainda mais trágico.

O polícia que foi alvo do espancamento sofreu vários ferimentos na cara e numa mão, pelo que necessitou de receber tratamento hospitalar.

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Actualmente encontra-se de baixa para recuperação de todas as lesões sofridas.

Todo este caso veio mais uma vez trazer à baila a falta de segurança dos agentes de autoridade que trabalham sozinhos. Decididamente, a segurança adequada nas esquadras nunca deveria ser descurada, uma vez que tal facto pode deixar, e deixa, tanto os polícias como a população vulneráveis a ataques como este.

Este problema não é só de agora. Já em Abril de 2007, um indivíduo que era estranho à esquadra entrou na mesma e agrediu o único agente que ali se encontrava de serviço.

O caso só não assumiu proporções mais graves porque outro agente encontrava-se a dormir na esquadra, na hora de descanso, e socorreu a tempo o colega.

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