Um violento incêndio destruiu ao final da tarde desta segunda-feira, 15 de Janeiro, um estabelecimento comercial, popularmente designado por “loja chinesa”, em Lisboa. As chamas consumiram, por completo, todo o edifício localizado nos Olivais, próximo do Parque das Nações, na capital. Duas pessoas tiveram de receber assistência pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (#INEM) devido à inalação de fumo. A presidente da Junta de Freguesia dos Olivais, Rute Lima, afirmou aos jornalistas que o #Incêndio terá sido causado por um curto-circuito.

Eram cerca das 18 horas quando um operacional do Regimento de Sapadores #Bombeiros (RSB) de Lisboa, que estava no local, telefonou para o quartel da corporação dando conta do incêndio.

Quando os primeiros meios chegaram já o edifício comercial estava totalmente tomado pelas chamas e os bombeiros já nada podiam fazer. A loja “Maxina”, de grandes dimensões e distribuída por dois pisos, localiza-se na Rua Américo de Jesus Fernandes, na zona dos Olivais, próximo da Avenida de Berlim, em Lisboa. As instalações encontram-se rodeadas de edifícios habitacionais, mas isoladas dos mesmos.

Segundo o comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, Pedro Patrício, as chamas consumiram “totalmente” o estabelecimento comercial que tinha no seu interior grande quantidade de “produtos inflamáveis” que fizeram com que o incêndio se alastrasse de forma rápida e violenta. Uma situação que fará com que as operações de rescaldo se prolongue pela noite dentro, possivelmente, até à manhã desta terça-feira.

Os melhores vídeos do dia

Durante o combate ao incêndio, os bombeiros chegaram a aconselhar os moradores mais próximos da loja “Maxina” que abandonassem as suas habitações e fechassem todas as janelas, devido ao intenso fumo proveniente do interior da superfície comercial. Por outro lado, a Polícia Municipal teve de rebocar alguns automóveis que estavam estacionados próximo do edifício.

De acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), às 21h30 estariam no teatro das operações 57 operacionais auxiliados por 22 veículos, de várias corporações de bombeiros. Também o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) enviou para o local uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), um motociclo de emergência e duas ambulâncias. Socorristas que tiveram de prestar assistência a duas pessoas que estavam no interior da loja e inalaram fumo. No entanto, a sua situação foi considerada ligeira não tendo sido necessário o transporte para unidade hospitalar.

Quando foi dado o alerta para o incêndio, no interior da loja estariam vários clientes, para além dos funcionários.

Alguns desses clientes disseram aos jornalistas que quando se aperceberam de produtos a arder na zona de armazém só tiveram tempo de sair do interior da loja, entrarem nos carros e fugir. O estabelecimento já estava a arder com intensidade e não havia electricidade. A assistir à operação de combate ao incêndio estiveram cerca de duas dezenas de cidadãos chineses, que se juntaram aos proprietários e funcionários da “Maxina”.