Uma mulher de 59 anos foi assassinada na madrugada deste sábado, 31 de Março, alegadamente pelo seu marido, de 61 anos. O casal, natural da Moldávia, residia há vários anos em Portugal e era considerado como pessoas afáveis e trabalhadoras. O Crime aconteceu no interior da habitação onde os dois residiam, em Manique de Cima, no concelho de Sintra. O alerta terá sido dado pelo filho do casal, depois de o suspeito lhe ter telefonado a dar conta do sucedido.

Foi uma véspera de Domingo de Páscoa trágica aquela que se viveu na localidade de Manique de Cima.

Eram cerca das 2h30 quando os moradores deram conta que alguma coisa se teria passado na habitação de Maria e Vasile, o casal moldavo que ali residia há cerca de um ano e meio.

Desconhecem-se os pormenores e em que circunstâncias terá ocorrido o homicídio, mas sabe-se que Vasile, de 61 anos, terá telefonado ao filho residente na zona dando conta que teria acontecido uma tragédia. Quando o homem chegou ao local, alertou os serviços de emergência que accionaram os Bombeiros Voluntários de São Pedro de Sintra.

Os socorristas depararam-se com a vítima, Maria de 59 anos de idade, em paragem cardiorrespiratória, mas apesar dos esforços, com auxílio da equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), nada conseguiram fazer para reverter a situação, tendo o óbito sido declarado no local. Já à chegada dos militares da Guarda Nacional Republicana, Vasile não ofereceu resistência, entregou-se, tendo sido detido. Tudo leva a crer que o suspeito, pedreiro de profissão, terá agredido com grande violência a mulher, provocando-lhe ferimentos com um objecto contundente, que lhe foram fatais.

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A investigação está a cargo da Polícia Judiciária que enviou uma equipa de peritos para recolha de vestígios e elementos de prova e testemunhais, que possam esclarecer em que circunstâncias terá ocorrido aquele homicídio.

O proprietário da habitação ocupada pelo casal, residente na moradia principal, não escondeu, em declarações aos jornalistas, o estado de choque em que se encontrava perante o sucedido, até porque conhecendo os seus inquilinos, nada previa aquele desfecho tão trágico. Segundo o senhorio, Maria e Vasile eram pessoas trabalhadoras, simpáticas, frequentadores da sua própria casa. O morador disse ainda que não se apercebeu de qualquer discussão ou desentendimento, tendo sido alertado para o sucedido com o alarido quando o filho do casal chegou ao local e deu o alerta às autoridades. Contou também que o suspeito agressor pediu-lhe desculpas, por várias vezes, quando foi levado pelos militares da GNR.