A Região Autónoma da Madeira continua a sua forte aposta nas energias renováveis, tendo nos últimos anos feito alguns investimentos em energia hídrica, eólica e solar. O último investimento anunciado pela Empresa de Electricidade da Madeira pretende a ampliação da sua capacidade de produção de energia eléctrica, através do aumento da potência instalada na central hidroeléctrica da Calheta.

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Para tal, necessita de optimizar os recursos hídricos disponíveis, o que será conseguido pela inclusão no sistema de produção de energia de uma nova central hidroeléctrica e de uma capacidade de armazenamento adicional no Pico da Urze. A ampliação prevê que, após a entrada em exploração do circuito de ampliação, as centrais existentes manter-se-ão em funcionamento, de modo autónomo, do novo sistema.

A ampliação do aproveitamento hidroeléctrico da Calheta contempla a criação de uma albufeira de regularização de caudais no Pico da Urze, a instalação de um sistema de tubagem de aço (desde a referida albufeira até à nova central), a construção da central e estação elevatória, a construção de um reservatório para assegurar a retenção dos caudais restituídos pela nova central e a reabilitação de uma levada.

Aposta nas energias renováveis, na vila da Calheta
Aposta nas energias renováveis, na vila da Calheta

Esta é uma obra já há muito anunciada e que tarda em iniciar; todavia, recentemente os jornais regionais têm publicado diversas notícias sobre esta ampliação, prevendo o seu inicio para breve.

Notícias avançadas situam o arranque da obra ainda durante o decorrer do presente ano, e com uma duração de cerca de 2 anos, estando concluída nos finais de 2017. O sistema, inicialmente constituído pela primeira central da Calheta, tem a particularidade de aproveitar três linhas de água de diferentes origens, nomeadamente do Paul da Serra, do Rabaçal e da Rocha Vermelha.

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Posteriormente, e com o objectivo de aproveitar outros caudais, foi construída outra central, localizada junto à Vila da Calheta, sensivelmente junto ao mar, utilizando uma queda útil de aproximadamente 610 m, encaminhando posteriormente a água ao mar.

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