Joana Amaral Dias é uma política, psicologia de profissão, nascida em 1973. Formada em Psicologia pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra, é filha do célebre psiquiatra Carlos Amaral Dias, tendo um filho de 19 anos. Foi militante do Bloco de Esquerda e deputada por este partido à Assembleia da República, entre 2002 e 2005. Em 2014 desvinculou-se do Bloco, tendo participado ainda nesse ano na reunião do movimento Juntos Podemos. Em 2015, foi a principal responsável pela criação do movimento político AGIR, que concorre às eleições legislativas deste ano em coligação com o Movimento Alternativa Socialista e o Partido Trabalhista Português.

Joana Amaral Dias foi um dos rostos mais visíveis do Bloco ao longo da primeira década do século XX, durante o período de crescimento da influência deste partido. Em 2006, a psicóloga apoiou a campanha de Mário Soares para a presidência da República, facto que não caiu bem nas estruturas do Bloco de Esquerda, que apresentou o seu próprio candidato (Francisco Louçã) a este sufrágio. Esse facto marcou o início do progressivo afastamento de Joana em relação ao seu partido.

A ex-BE saltou para a ribalta em 2014, ao tornar-se uma das caras mais visíveis do movimento de cidadãos (maioritariamente à esquerda) que procurou mimetizar o descontentamento social com a situação do país em clima de austeridade, à imagem do que sucedia em Espanha com o movimento Podemos. Contudo, com a afirmação do partido Livre de Rui Tavares e de vários outros novos movimentos, Amaral Dias não conseguiu a criação de um grande e único movimento que pudesse alinhar junto com os partidos de esquerda já estabelecidos (o Bloco e o Partido Comunista Português), e de forma a apresentar-se como uma clara alternativa aos partidos de centro-direita (PS, PSD e CDS-PP).

No início de Setembro de 2015, Joana surgiu na capa da revista "Cristina", de Cristina Ferreira, numa produção fotográfica estando nua e grávida, e juntamente com o seu namorado e pai da criança. Foi a primeira vez que um político português surgiu nu numa capa de uma de revista. De forma a responder às críticas de vários quadrantes, que recebeu na sequência desta iniciativa, a cabeça de lista da coligação Agir/MAS/PTP tornou a fazer nova capa de revista com nudez, agora na revista Vidas. Nesta produção, surge sozinha e com uma mensagem escrita sobre a barriga de grávida: "É menina! Oxalá seja mulher com liberdade", num conteúdo com uma clara mensagem política.

Em consonância com os seus ideias, a ex-deputada afirmou que pretendeu chamar a atenção para o problema das grávidas que são despedidas por esse mesmo motivo, e que nas suas fotos "nada mais se vê do que aquilo que os políticos mostram na praia."

Créditos imagem: Leonardo Negrão/GI