O início do ano lectivo está longe de tercomeçado em pleno em inúmeros estabelecimentos de ensino pelo país fora.

Quase um mês volvido desde o início do novoano escolar, muitas escolas deparam-se com a falta de professores, pelo factode terem sido obrigadas a cancelar os contratos com professores que, por contade um erro informático, foram aí colocados em detrimento de outros, com maiorgraduação profissional.

Os directores de escola receberam no final dasemana passada uma notificação para procederem à anulação dessas colocações.

O ministro da Educação, que inicialmentedissera que nenhum professor colocado através da bolsa de contratação de escolaseria prejudicado, apesar do erro verificado, veio agora dizer que ocancelamento das contratações efectuadas há cerca de três semanas e aconsequente recolocação de acordo com os critérios de recrutamento em vigor,são o procedimento a seguir, de forma a cumprir a lei.

Nuno Crato afirma ter esperança que os cerca de 150 professores queficaram sem trabalho de um dia para o outro, venham agora a ser recolocados nosconcursos extraordinários a decorrer esta semana.

No entanto, sindicatos e professores nãoparecem acreditar muito nesta possibilidade e ponderam mesmo reccorrer aostribunais.

Algumas escolas tiveram mesmo que encerrar oufuncionar apenas durante uma parte do dia, uma vez que o número de professoresem falta não permite o normal funcionamento das aulas.

Noutros agrupamentos, há turmas a seremintegradas temporariamente noutras turmas, de forma a que alunos semprofessores não fiquem sem aulas durante estes dias.

Muitos professores, após aceitarem acolocação, tiveram de se mudar para uma cidade diferente e consequentemente,procurar nova casa e levar consigo os filhos, que assim tiveram que mudar deescola. Com a recolocação, estes profissionais, terão outra vez de reorganizaras suas vidas num curto espaço de tempo.

 Também os alunos que continuam semprofessores, estão a ser prejudicados a cada dia que passa, já que ocumprimento dos programas escolares fica posto em causa e para muitos deles, emfinal de ciclo escolar, há exames nacionais a fazer.

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