Voar para Lisboa ou para fora de Lisboa é hoje uma tarefa difícil. A paralisação convocada pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil poderá ter uma adesão de cerca de 90%, e logo de manhã bem cedo os seus efeitos já eram visíveis com vários cancelamentos de voos no aeroporto da Portela e no Aeroporto Dr. Francisco Sá Carneiro. A TAP foi obrigada a alterar mais de 20 mil reservas e reforçou as equipas de aeroportos e os serviços de reservas para dar o melhor apoio possível aos passageiros.

Ainda assim, muitos voos foram cancelados e cerca de 4 mil passageiros arriscam-se a ficar em terra.

Depois de um verão "quente", marcado por sucessivos problemas técnicos, atrasos e cancelamentos, esta greve representa mais uma ameaça à confiança dos passageiros na companhia aérea nacional e relança o debate sobre a privatização da TAP.

Fernando Pinto, administrador da TAP, afirmou em entrevista à TSF que considera a greve uma "traição aos passageiros".

Por seu lado, o sindicato espera uma maior abertura ao diálogo que possibilite a resolução deste "braço de ferro" que tem origem em questões salariais, mas nem mesmo após a reunião de ontem dos vários sindicatos da TAP com o Secretário de Estado dos Transportes Sérgio Monteiro foi possível chegar a acordo de modo a evitar a paralisação.

A manutenção de Serviços Mínimos foi declarada pelo Tribunal Arbitral, garantindo assim a realização de uma ligação de ida e volta entre Lisboa e Funchal, Lisboa e a Terceira, e Lisboa e São Paulo, bem como o regresso de voos provenientes de aeroportos internacionais.

Em alternativa, alguns dos voos previstos serão assegurados pela PGA, companhia aérea regional que faz parte do grupo TAP.

Caso as negociações entre o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil e a administração da TAP não sejam conduzidas a bom porto nos próximos dias, novas paralisações estão agendadas para 30 de novembro e 2 de dezembro, fazendo antecipar novas perturbações nas operações da companhia aérea nacional.

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