Na sequência da megaoperação sobre a atribuição de vistos gold a cidadãos chineses e angolanos, muitos têm sido os nomes a ser associados ao processo. Um dos nomes que tem vindo a público é o de Luís Marques Mendes, que é acionista da empresa JMF - Projects & Business com Jaime Gomes e Ana Figueiredo, ambos já detidos no decorrer do processo. Marques Mendes disse ontem que desde 2011 que não tem qualquer atividade na empresa e que desconhecia que a empresa em questão estivesse ainda em atividade.

O antigo presidente do PSD teceu ainda alguns comentários sobre alguns nomes ligados ao processo e com os quais teria um bom relacionamento.

Com o passar dos dias, é de esperar que mais detenções venham a ocorrer na sequência da megaoperação sobre a atribuição de vistos gold, pois muitos são os nomes envolvidos e o estatuto das pessoas envolvidas é também bastante elevado. No caso do antigo Presidente do PSD, Luís Marques Mendes, o seu nome surgiu após a detenção de Jaime Gomes e Ana Figueiredo, que eram seus sócios na empresa JMF.

Marques Mendes indica que desde 2011 que não tinha nenhuma atividade na empresa em questão e que os vistos gold só surgiram no ano de 2012. De estranhar são os restantes argumentos apresentados por Marques Mendes, pois indicou expressamente que julgava que a empresa em questão estivesse desativada. Situação caricata a de um investidor que, sendo sócio de várias empresas, não sabe quais são as que estão ativas ou as que foram encerradas.

Quando questionado sobre qual a sua opinião relativamente a alguns nomes ligados ao processo, expressou estar surpreendido com o facto de Jaime Gomes e António Figueiredo (pai de Ana Figueiredo) terem sido detidos e disse que se forem apuradas responsabilidades diretas na atribuição dos vistos, será um grande desgosto para si.

Relativamente ao ministro Miguel Macedo, Marques Mendes frisou que este não se encontra a ser alvo de nenhuma investigação pessoal.

A nível político, garantiu que o ministro, pertencente aos quadros do seu partido, é uma pessoa séria e que não se encontra "agarrado ao poder", pelo que se em alguma circunstância o ministro se sentir inferiorizado com todo este processo, deverá de imediato pedir a demissão do cargo que ocupa.

Todo este processo começa a deixar o atual Governo numa situação muito delicada. Denotou-se uma divisão na coligação PSD-CDS assim que o presidente do grupo parlamentar do PSD indicou que deveria ser Paulo Portas a prestar declarações, protegendo assim o tão falado ministro Miguel Macedo.

O cerco começou a apertar-se e veremos quantos políticos e altas patentes do Governo atual vão ser responsabilizados pelos atos tomados na atribuição de vistos de forma irregular.

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