O ano de 2008 foi um ano negro. Várias economias de peso a nível mundial começaram a entrar em colapso, como foi o caso dos Estados Unidos da América e da Islândia. Seria apenas o início de uma dura batalha que se avizinhava para outros países. Portugal era um deles. Tudo mudou. Desde 2011 que os portugueses coabitam com uma dura crise económico-financeira. 2012, 2013 e 2014 foram anos de poupar, de cortar e de pouco, ou nada, investir.

Não tenho o dom da adivinhação, mas os indícios andam por aí. Ao longo dos próximos 12 meses vai dar-se uma viragem. Acredito que não será somente no campo político. Aos poucos, a economia começa a dar sinais de melhoria, os portugueses que por cá se aguentam, readaptaram-se a viver com menos, ou pelo menos têm tentado gastar um pouco menos, as férias em destinos paradisíacos já não são uma constante, pensa-se o triplo antes de pedir um empréstimo, valoriza-se mais o facto de se ter emprego.

Em suma, deu-se uma mudança tremenda em todas as áreas, mas sobretudo na social. Perdeu-se a euforia de outros tempos, vive-se com mais responsabilidade.

Os jovens que optaram por não partir têm sido uma lufada de ar fresco ao país. Não têm baixado os braços, desenrascam-se como podem. Lançam-se em projectos, trabalham em mil e uma áreas ao mesmo tempo, conhecem a palavra freelancer como ninguém, vendem artigos na Internet e até fazem voluntariado! Buscam por oportunidades! Sabem como ninguém que não se podem acomodar. A competitividade é muita e o emprego para a vida acabou. Hoje, mais do que nunca, é exigida qualidade. Só os melhores vencem num mundo globalizado. Há uma geração mais preparada, que tem consciência de que Portugal é apenas um lugar numa grande aldeia. É necessário sobressair.

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Andamos adormecidos durante muito tempo, mas ainda assim não acordamos tarde demais. Timidamente os portugueses têm abraçado as possibilidades dadas pela globalização. Muitas empresas fintaram a crise com a exportação dos seus produtos. "Made in Portugal" é cada vez mais, um rótulo, constante no estrangeiro. Os vinhos, os queijos, os azeites, as doçarias, o vestuário, o calçado, o granito e a cortiça, são apenas alguns dos nossos produtos procurados nos quatro continentes. Hoje, já não somos apenas o país que vai buscar o que há de melhor fora de portas. Somos um país orgulhoso dos seus produtos.

Só temos por que estar orgulhosos. A cada ano que passa mais turistas procuram por Portugal. É o destino de eleição no momento. Um país pequenino na Europa Mediterrânica, mas muito diverso e rico a nível cultural, arquitectónico e gastronómico. Desde as paisagens verdes do Minho às caves do Vinho do Porto, passando pelos queijos e a neve da Serra da Estrela, até as praias algarvias e o cante alentejano, sem esquecer a beleza da capital e das Ilhas.

Os trunfos estão à nossa disposição para 2015: responsabilidade, juventude, exportação e Turismo. Mais optimista para o novo ano?