A propósito dos acontecimentos recentes em Paris, que provocaram o repúdio e indignação geral, na Europa e no mundo, partilho com todos os leitores uma reflexão que penso pertinente no actual estado do mundo. A Europa, o mundo e o planeta, vivem hoje situações de profundo desequilíbrio, desigualdade, exclusão e violência desenfreada entre Estados, com guerras fraticidas por fronteiras, por religiões, por questões político/económicas, por poder...

No interior dos Estados existe exclusão social, cultural, política, económica, com austeridades impostas por interesses puramente economicistas de alguns.

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Vivemos num mundo onde os valores humanos são desrespeitados a cada instante, onde a violência grassa e encontra terreno fértil.

A violência pode assumir as mais diversas formas...É violência quando alguém dorme na rua, quando uma criança não tem o que comer, quando um idoso não tem dinheiro para comprar os seus medicamentos, ou quando alguém é excluído pela sua cor ou credo.

Eu sou Charlie, sou Palestina, sou Grécia, sou Nigéria...Sou liberdade

Condenáveis os atentados de Paris, por toda a loucura e fanatismo que representam, pelo acto em si...

condenáveis os massacres na Nigéria, onde foram chacinadas 2000 pessoas, condenáveis os ataques de Israel à faixa de Gaza, condenáveis as chacinas na Síria...Condenável também existirem cidadãos que morrem nas urgências de hospitais por não terem médico...Condenável a miséria, condenáveis todas as agressões aos direitos humanos, à paz, pão, habitação, saúde, educação. Por isso sou...todos devemos ser Charlie, Palestina, Grécia, Nigéria, tudo aquilo que atenta contra os direitos humanos.

A resposta aos atentados

A resposta a este, como a todos os atentados aos direitos e à dignidade humana, não pode passar pela intolerância, pelo fanatismo, pelo acirrar de ódios, pela criação de guetos, pelo confronto.

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As respostas terão que passar pelo aprofundar da democracia com a participação de todos os cidadãos, pela aposta na cultura e na educação, pela justa distribuição de riqueza, pela tolerância e diálogo multicultural.