O título acima, bem como muitas das linhas que se seguem, não são meus. São de um jornalista da Eurosport francesa que fez uma reflexão sobre o passado da Académica e como ele é diferente do presente. O artigo foi escrito antes do jogo com o Penafiel, mas como pouco mudou desde então (apenas o empate de ontem com o Belenenses).

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O conteúdo mantém-se actual. O autor, Nicolas Vilas, começa por referir a situação aflita, na luta para evitar a despromoção, em que os "estudantes" se encontram. Mas frisa que é "fora do terreno de jogo que a Briosa preocupa".

O texto recorda os momentos de glória da equipa de Coimbra: a conquista da primeira Taça de Portugal, em 1939, o segundo lugar no campeonato, em 1967, ou a final da Taça de 1969, "um dos momentos mais simbólicos do Futebol português".

Estádio Cidade de Coimbra
Estádio Cidade de Coimbra

Evoca ainda jogadores como Artur Jorge, Toni ou Sérgio Conceição, mas contrapõe com os factos de o plantel actual ter apenas 11 portugueses e que desde Pedro Xavier, em 1989, que um jogador da Académica não chega à selecção A.

O autor cita Peiser para dizer que a Briosa se tornou "a imagem do seu presidente". Além do actual guarda-redes do Ottawa Fury, que jogou de losango ao peito entre 2010 e 2014, o artigo cita também outros antigos jogadores da Académica, como Sougou ou Jonathan Bru.

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Mas é o guardião que se mostra mais incisivo nas palavras. "Sentimos o passado, a dimensão histórica do clube do qual fazemos parte. Há um potencial enorme nesta cidade, este clube poderia estar bem melhor", declarou o francês.

Vilas refere-se depois à "difícil gestão" do clube. Com orçamentos cada vez mais reduzidos, "honrar os compromissos tornou-se a missão dos dirigentes". Algo "nem sempre possível", adianta, dando como exemplo o caso recente de Sérgio Conceição, que recentemente reclamou salários em atraso dos estudantes.

"Convém sublinhar que estão em causa as pessoas que dirigem a Académica e não a instituição, que muito prezo e que está acima de tudo", disse Conceição. Uma farpa dirigida a José Eduardo Simões. Mais uma vez, Peiser explica: "ele gere o clube como uma empresa. Ele é o chefe e nós somos os empregados. Disse-nos que não estávamos numa democracia e que ele geria como entendia".

O jornalista lembra a cruzada de Simões contra o anterior presidente da Liga, Mário Figueiredo, mas realça que o dirigente academista "nem sempre foi um exemplo", uma vez que ainda recentemente foi condenado por corrupção.

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Algo que não o impediu de vencer as eleições de Maio do ano passado. Peiser considera que o presidente tem sempre um plano: "ele joga com todas as possibilidades que lhe proporcionam as generosas leis do futebol".

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