Há 70 anos foi libertado o campo de concentração de Auschwitz, associado ao extermínio de milhares de judeus pelo regime nazi. O domínio alemão e a sua ideologia de raça pura chocaram o mundo, por acharem que os judeus eram um problema e que todos os que não eram raça pura eram um problema, fazendo com que fossem mortos sumariamente.

Passados 70 anos, ainda sentimos as repercussões da personalidade alemã. É certo que as novas gerações germânicas não têm culpa nos actos do passado e dizem sentir vergonha.

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No entanto, a imagem de um povo frio, cruel e autoritário, com ego de superior, não será um rótulo fácil de tirar.

Ainda hoje em dia sentimos a pressão do povo alemão, estando toda a Europa em sentido e com receio da autoridade alemã, mas é claro que não os podemos comparar aos comportamentos do passado. Mas, tal como os campos de concentração eram considerados segredo entre os alemães, e onde a descriminação de um povo era por demais evidente, também hoje existem sentimentos semelhantes.

Imagens cruéis de extermínio humano
Imagens cruéis de extermínio humano

Em tempos de austeridade, são muitas as famílias que são exploradas e passam necessidades, correndo muitas vezes riscos de vida, sem as condições mínimas condizentes com o século que estamos. Famílias que vivem na pobreza e continuam a ser exploradas, vivendo com vergonha.

Há 70 anos deu-se a libertação de um dos mais famosos campos de concentração nazis, uma data memorável. Tal como os judeus aguardaram na dor e sofrimento pela sua libertação, também a Europa ainda aguarda a sua liberdade.

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Nunca poderemos comparar algo com o comportamento alemão do passado, mas também não podemos esquecer os que sofrem em silêncio.

Todos nós sabemos que é necessário fazer algo, que estamos a cavar as nossas sepulturas. A mudança é necessária e urgente. Sejam quais forem as correntes que nos prendem, devem ser quebradas. Não podemos continuar a ignorar o óbvio, e neste momento o óbvio é o poder alemão, com as suas medidas, o seu Euro e a sua capacidade de infligir o receio na mente dos nossos governos.

Pode parecer muito radical, mas a Europa necessita de uma libertação política, financeira e social, em que a igualdade deve ser a principal fonte de constitucionalidade.



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