Aliberdade, a igualdade, e a fraternidade são pilares essenciais em qualquersociedade civilizada. Dentro destes pressupostos, qualquer cidadão do mundopoderá e deverá expressar as suas ideias, desde que as mesmas não interfiramcom a liberdade dos outros. É saudável e higiénico caricaturar e escrevermossobre figuras públicas e o cidadão anónimo. Aliás, esta é uma prática correnteentendida pelos “visados” que, com fair play, aceitam o humor e a críticaconstrutiva à volta da sua imagem, enquanto personalidades de topo ou não dahierarquia social. Pergunto: alguém vê algum mal nisto?! A criatividade é umdom abençoado que só pode contribuir para tornar o espaço que habitamos maisaceitável.

No entanto, nem toda a gente percebe esta regra universal, a de aminha liberdade acabar onde começa a do outro e vice-versa. Aquilo que sepassou em França foi chocante, indescritível, lamentável. As canetas serem amordaçadas pelas armas! Os jornalistas pagaram com aprópria vida por terem tido a “ousadia” de usarem de um direito que lhes estáconsagrado no seu código deontológico e foram “obrigados e sujeitos” ao chamadoterror psicológico por terem cometido “o descuido” de darem asas à suacriatividade! Mal vai o mundo se tivermos de regredir aos tempos da Inquisição.O importante é começarmos a olhar para as pessoas como pessoas e não como objetos, e valorizarmos aquele bem precioso que todo o Ser Humano tem: a solidariedade. Éurgente “arregaçarmos as mangas” edizermos: basta de ódio, terror e mudarmos o chip para “vamos começar atrabalhar no bem e na PAZ!”.

Asnotícias que nos chegam da Nigéria descrevem relatos de horror com crianças aserem utilizadas como bombas, sendo o alvo locais públicos, onde pessoashumildes e honestas ganham a sua vida e de repente a alegria espelhada naquelesrostos simples transforma-se em semblantes carregados de uma tristeza imensa! Etudo ao abrigo de princípios e argumentos fanatizados, que colidem com as maiselementares regras de uma sã convivência em sociedade. Porquê e para quê estasações? As consciências da caneta têmde fazer frente às "consciências das armas”.O amanhã é já ali e depende de todos, independentemente, do país, da raça oureligião. É preciso dar um “murro emcima da mesa” e dizer basta! A hora é de plantarmos a felicidade em cadaesquina. Parafraseando António Aleixo, poeta popular, algarvio, a propósito daslições de vida: “Eu não tenho grande sabedoria, mas dão-me as horas amargaslições de filosofia”. Ainda estamos a tempo de aprendermos com os erros ecorrigirmos esta trajetória que nos pode levar a bom porto.

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